sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sexta-feira, dia de policial...

Como prometido, aqui têm mais uma parte do policial, que agora sairá sempre um novo capítulo à sexta-feira.

Só para esclarecer, porque há uns dias um leitor me perguntou: Neste policial, certos nomes são reais (são pessoas que eu conheci mesmo) e outros são nomes inventados, porque achei que havia certas pessoas que não seriam necessárias omitir nesta história, por isso, dei-me ao trabalho de inventar certos nomes.

E pronto, leiam que agor só há mais para a semana e isto ainda vai ter muitos episódios...

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 7

Depois de ter feito uma lista detalhadamente detalhadíssima e organizadamente organizadíssima, com os contactos de todos os arguidos (ou suspeitos, ou como lhes quiserem chamar), que me custou duas horas de trabalho, mandei de seguida o Finório para casa. Estranhamente, durante aquele tempo ficou muito quietinho e caladinho e, o mais impressioante de tudo, não causou estragos! Deve ter sido do sermão que lhe dei. Quando acabei já era de noite, portanto decidi continuar a investigação no dia seguinte. Aproveitei para estabelecer-me em frente ao sofá e inserir no leitor de DVD's «Voando sobre um ninho de cucos». Não sei porquê, mas apeteceu-me ver um filme com loucos. Talvez por achar que um dia também iria parar a um hospital daqueles. Não por vigarice para escapar a algo, (no caso do Jack Nicholson, no filme, era escapar à sua pena de prisão dizendo-se louco), mas por um dia com o stress e as tretas todas da minha vida. Não vou começar agora, neste ponto, a contar a minha vida. Mas apenas vos digo que não foi muito boa. Só isso.

De seguida, meditei alguns momentos no sofá onde estava acomodado. Pensava de novo numa coisa que talvez vocês não percebam. Mas é tão estranho pensar que talvez, um tipo que talvez fosse nosso amigo, nosso camarada, talvez seja culpado de um homicídio. Eu sei que isto talvez pareça um pouco estúpido para vocês, mas por vezes nos últimos dias estas coisas têm-me vindo à mente.

Tanta "papelada" que tenho no meu cérebro...

Voltei há dias a ter aquela sensação que só se tem nos tempos idos da adolescência (ou talvez não). Mas que raio é que estou aqui a fazer neste mundo? Porque é que nasci?

Minutos depois, adormeci.

Sonho esquisito. Parecia daqueles filmes emotivos à italiana. Sendo eu a figura central e estando a passear por momentos importantes. Tudo ao som de «No one But you (Only the good die young)» dos Queen (sim, porque além de música clássica de leste também gosto de Queen... enfim, gostos são gostos e gostos não se discutem, como eu gosto de dizer...)

Enfim, mas os sonhos não duram para sempre. Se eu não tivesse dormido 7 horas, poderia até dizer que só tive com o sôtor João Pestana» 4 minutos e 7 segundos, que é o tempo de duração da dita música, e o sonho pareceu-me ter só durado isso.

No dia seguinte, entrei no carro e fui buscar o Finório ao escritório. Ou era isso ou deixava-o lá a fazer asneiras. O patrão gosta muito dele, diz que ele é bom rapaz, por isso tem de se arranjar trabalho para ele fazer.

Depois, quando já estávamos os dois no carro. Pedi-lhe para me indicar a morada do 2.º arguido. Era uma miúda agora.

-Qual, chefe? Qual quer?
-O segundo da lista, Finório.
-Da direita ou da esquerda?
-DA DIREITA!
-'Tá bem, 'tá bem. Ora, está aqui «Anne Madrureira». É este?
-Sim, é, Finório. Agora diz-me a morada se fazes favor.

E lá fomos nós no carrinho até à casa da dita-cuja.

-A ver se consigo sacar alguma informação desta - conversava eu com os meus botões.

Ui, mas isto ainda estava longe de acabar. Oh lá se estava!

Continua...

2 comentários:

  1. E lá está outra vez aquilo de deixar a querer mais!! Pelo menos isso de ser semanal já é melhor..

    Tu e os sonhos esquisitos..eheh

    Está a ficar muito gira, tens que continuar mesmo!

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  2. LOL obrigado pelos elogios. Isto ainda tem muito para durar... ainda vai render durante muito tempo.

    PS: sim, eu tenho uma mania por sonhos esquisitos xD

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