Fora do vulgar...

Serão concerteza as próximas linhas que vão ler, escritas por mim.
Depois no final eu explico o porquê disto estar no blog.

Estava num sítio paradisíaco. Uma espécie de hotel numa ilha.
Lembro-me de estar a contemplar a vista que aquela altura proporcionava. Ouvia-se um silêncio profundo, e só se ouviam as ondas do mar, a virem à terra, e a voltarem para trás, numa sequência igual a um disco que está sempre a tocar a mesma coisa.

Lembro-me também de ter um jeep, e de estarem mais 4 indivíduos comigo. Eu tinha saído do jeep para ver a vista, enquanto que os outros tinham ficado no carro, talvez impacientes por chegarem à cama do quarto do hotel.

Ainda fiquei um bom bocado a contemplar aquela paisagem. As gaivotas a voarem, o vento que abanava as copas das árvores em redor. Mas, em primeiro plano, estava aquele mar, que tanto me fascinava.

Até que certa altura, um dos supostos indivíduos (que deveriam ser meus conhecidos, mas não me lembro de quem eram), replicou que já estava muito frio e ia começar a chover.

Então, meti-me no jeep, a guiar, e esperámos à frente de um portão. Depois, toquei a uma campainha que estava mesmo ao lado da porta, e que ainda lá conseguia chegar com o meu braço.

Entrámos, fiz o check-in dos dois quartos, e veio ter um homem connosco. «Já vi esta cara em algum lado», pensei. O homem deu-nos as boas vindas.

-Sejam bem-vindos ao nosso hotel. Eu sou o gerente, e se tiverem algum problema, não hesitem em me chamar. Boa estadia.

Agradeci. É preciso dizer que os indivíduos que me acompanhavam não diziam nem uma palavra.

Tudo correu bem nos primeiros dias. Explorou-se, descansou-se, enfardou-se...

Mas, numa manhã, acordei com os 4 indivíduos que me acompanhavam ao meu redor na cama, mais o gerente do hotel.

-Rui - disse-me ele - Você sabe que temos de o continuar a tratar, senão, vamos ter de lhe fazer uma lobotomia.

A minha primeira reacção foi «hã?», mas, depois, associei os factos. Aquela frase... eu tinha-a ouvido em algum lado... Sim, tinha sido no livro «Shutter Island». E aquele rosto do gerente do hotel também não me era estranha... depois, fez-se luz! Aquele homem, era Cawley, o médico que aparece no mesmo livro! Mas estava a achar isto muito estranho. O «Shutter Island» era ficção... ou então, não.

Mas a cena que se passou a seguir não teve nada a ver com este livro.

Num ataque de pânico, consegui, por meio de empurrões, afastar aquela gente para poder sair do quarto. Logo, «Cawley» gritou para todos os funcionários:

-Apanhem aquele gajo! É muito perigoso!

Corri que nem um desalmado, pelos corredores daquele pequeno hotel. Eu estava no primeiro andar, e todos os funcionários tinham corrido ao primeiro andar para me caçarem. Não tinha visto outra solução senão saltar para o hall da entrada, que se via em baixo. Era um salto muito alto, mas tinha de arriscar. E, talvez possuído pelo pânico, saltei. Algumas dores aquilo me deu, mas não as suficientes para não conseguir parar de correr.

Mas, ao sair do hotel, vi uma coisa insólita. Apoiados por uma grande mesa que tinha sido posta lá fora, cinco caixões abertos, onde se podia distinguir os corpos dos 4 indivíduos e de Cawley.

De boca aberta, observei aqueles 5 cadáveres de pessoas que dois minutos antes estavam vivinhas da Silva. Fiquei tempo demais a tentar racicionar e pensar naquilo tudo. Mas esqueci-me de continuar a correr para não sofrer o mesmo destino de Teddy Daniels.

À minha frente vinha um guarda para me apanhar. Mas eu dei-lhe alguns socos, e, de repente, aquele homem transformou-se num boneco. De repente, tinha um boneco nas mãos, e larguei-o logo de seguida, mais baralhado do que já estava

E aí apareceram-me as 4 caras-conhecidas e o Cawley, a saírem do hotel e a perseguirem-me. Os 4 tentaram-me agarrar, mas eu dei luta. Curiosamente, eles espancaram-me, e logo 4 pessoas. Tinha começado a deitar sangue de várias zonas do corpo e estava muito fraco. Aproveitaram para me vestir uma camisa de forças, e os 4 indivíduos levaram-me de volta para dentro do hotel.
Mas parecia-me que as suas intenções não eram boas...

Este pequeno texto é a história do pesadelo que tive ontem à noite, curiosamente ligado ao livro e filme «Shutter Island». Completamente maluco (aliás, todos os meus sonhos e pesadelos o são), achei engraçado postar no blog para os caros leitores lerem uma coisa diferente do habitual.
Acreditem. Viver este sonho foi... horrível. Só a sensação do espancamento...

Mas sonhos são sonhos. E, estranhamente, este teve a ver com um livro e filme em que o protagonista é o maluco no final. Acho que me aconteceu o mesmo neste pesadelo...

Espero que hoje não tenha outro pesadelo assim...

Ou pelo menos, que não tenha pesadelos...

Aliás, já não tinha um pesadelo há uns bons anitos...

Fez-me mal recordar.

Comentários

  1. (Desculpa, desculpa, desculpa, mas tenho de dizer: 'A Bad Dream' (: )

    Uau, que pesadelo! Tá muito giro o post, devias relatar os teus pesadelos mais vezes, porque são mesmo...uau!
    O que O Shutter Island faz às pessoas, LOL.

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