quinta-feira, 1 de abril de 2010

Coisas que me irritam (n.º 17) - A morte

Acho que não há nada mais intrigante e misterioso na nossa vida que a morte.

É isso, e as fraldas descartáveis.

Os DOIS grandes mistérios da humanidade.

Mas debruçemo-nos apenas sobre o primeiro: a morte.

A morte acontece quando...

Bolas, eu não preciso de vos explicar o que é a morte, pois não?

Bom, mas avancemos...

A morte deixa, para todos os mortais vivos (não fazer confusão com mortos-vivos), uma série de perguntas, que só serão respondidas quando, enfim, patinarmos.

Batermos a bota.
Sucumbirmos.
Etc.

E essas perguntas são «Mas o que será que vem a seguir?», «Caraças, mas o que é que nós estamos a fazer aqui na Terra?, se depois vamos morrer?» etc, etc, etc.

Mas não pensem que eu vos vou responder a estas perguntas. Não sou eu que saberei a resposta a essas perguntas!
Aliás, são essas perguntas que me irritam na Morte! Ser uma coisa que nos deixa perplexos, e com imensas questões por responder! Nem sabemos bem o que ela é! É desconhecida!

Mas vejam só a definição de Morte, no dicionário:

Morte: acto de morrer; termo da existência; fim; causa de ruína; grande desgosto.

Eu acho que a Morte, para as pessoas vivas, fica resumida nestes conceitos.

A Morte é o fim do filme da nossa vida, ou o último capítulo do livro da nossa vida.

Aliás, eu acho que nós, os humanos, corremos contra o tempo na nossa vida diária, e assim, estamos a caminhar mais depressa para o fim da nossa vida, a Morte.

Desculpem eu ser tão sádico, mas as coisas são assim.

Mas a Morte é uma coisa que nos faz reflectir e pensar. Quando perdemos uma pessoa de que tínhamos grande apreço, faz-nos sempre pensar e fazer a tal pergunta «Para onde terá ele ido?».

Mas é quando as pessoas morrem que nós percebemos a verdadeira falta que elas nos fazem, e o quanto preenchiam a nossa vida.

Há uns meses, fui a um funeral de uma pessoa da minha família (daquelas pessoas que só vimos uma ou duas vezes na nossa vida).
Lembro-me exactamente de olhar para as pessoas ao meu redor a falarem da pessoa falecida, e dos comentários, «Pois, ele também já tinha uma idade muito avançada», «Coitado, que descanse em paz», etc.
Lembro-me de, ao ver a cena do enterro, lembrar-me daquelas partes dos filmes tristes, e também daquelas músicas tristes, como... «Bridge Over Troubled Water».

A tristeza que reinava naquele ambiente. Pessoas que choraram pela pessoa que tinham perdido, talvez por lhes ser muito chegada, talvez.
A Morte de alguém faz com que as pessoas, em alguns casos, se sintam mais unidas.

Aqueles rituais da morte, dos funerais, intrigam-me sempre, e levam-me a fatídica pergunta:

MAS O QUE É QUE NÓS ESTAMOS AQUI A FAZER, SE VAMOS MORRER?

Mas, segundo os Monty Python, não podemos pensar no que vem a seguir!
«Always look on the bright side of life»!

Mais basta aproveitarmos enquanto estivermos na Terra, vivos, do que estarmos sempre a questionarmos sobre uma coisa a que ninguém tem uma resposta real.

Mas, um dia, vamos ter que virar a última página do nosso livro.

E aí é o fim.

Mas, para acabar a «peça» com «aplausos», já dizia o Chaplin, temos de saber usá-la bem.

Todos os minutos são preciosos, todos os nano-mini-micro segundos contam!

Na minha opinião, a Morte é triste, mas também é um passo que nós, enquanto seres vivos, temos de dar em frente, quando perdemos alguém que nos era muito querido.

Um dia, vamos perder essas pessoas, mas temos de ter capacidade de superar essas mortes!

A vida continua!

A vida é bela!

Olhem sempre para o lado positivo da vida!

2 comentários:

  1. (Ahhh, agora percebi: "ainda estás vivo?" ahah, ok xD)

    A morte deve mesmo ser das coisas mais complexas que existem para os humanos...o que é um bocado irónico (para mim), pois não há nada mais simples...simplesmente morremos. Isto levanta dúvidas a toda a gente porque poucos são aqueles que se conseguem habituar à ideia de que, quando morremos, deixamos de sentir, ver, pensar...viver! Vou ser sincera, não acredito na vida depois da morte. Mas acho que a maioria das pessoas acredita exactamente por isso. Ter de acreditar que existe algo mais: para nós, para os que amamos...
    Posso estar para aqui a dizer muita estupidez..mas é a minha opinião..

    Gostava era de ter um funeral como algumas tribos antigas africanas tinham...em que era uma celebração e não algo triste. E já agora que tocassem o "Happy Birthday Guadalupe". :D

    ResponderEliminar
  2. Gostei da tua opinião.

    Se queres que te diga, eu estou-me nas tintas para a morte. Se vou reencarnar numa lesma, se não vou existir mais, se vou para as chamas ardentes. Estou-me nas tintas.
    Mas há pessoas que estão, e foi para elas que escrevi este post.

    É claro que, quando alguém que nos era querido morre, eu penso «que será que lhe acontecerá?»

    ResponderEliminar

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).