sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cartas

Título singular para um post muito singular, mesmo.

Eu adoro ver o correio de minha casa, sempre na esperança de lá encontrar um envelope endereçado para «Rui Alexandre de Júdice Alves de Sousa».

Sou mesmo fã de receber cartas. É agradável. Uma sensação rara de acontecer, mas agradável. Aliás, todas as cartas endereçadas a mim são coisas boas, porque ainda não tenho idade para receber as chamadas «cartas do mal» (contas do gás, da luz, da água, do condomínio, etc.).

Mas receber cartas para mim é, como já referi, um acontecimento raro, muito raro. Mas quando acontece, eu quase rebento de alegria... por dentro. Por fora estou normal. Posso soltar um «Eh pá uma carta para mim? Eu não sabia que era gente. Eheheh...», mas estou normal.

É que, mesmo que os emails sejam agora o correio do futuro, tiram toda a emoção de uma carta do correio normal. Por exemplo, no mail, basta clicar na mensagem e pronto. Quando é uma carta não. Há uma espécie de ritual. Primeiro, com todo o cuidado (a não ser que se tenha um corte-envelopes à mão), descola-se a parte adesiva do envelope, e retiramos o conteúdo com todo o cuidado. No correio, as mensagens que achámos importantes podemos guardar num sítio, digamos que 'especial', para evitar mais lamechices, e a mensagem ganha mais algum valor porque se tornou algo 'material'. No mail, é deixar lá, que um dia é apagado. E 'tá bem que pode ser impresso, mas não tem todo o fulgor de uma carta dos correios, que veio directamente das mãos de quem a enviou.

As cartas, repito, servem para mais tarde recordar. E há certas cartas que mudam a nossa vida!

E se forem encomendas, ficam mesmo guardadas na nossa memória! «Ei! Este livro que me mandaram por correio». Na minha opinião também é muito bom receber encomendas, claro!

Lembro-me de quando era um «cachopito», como diz um amigo meu, receber revistas do Nesquik e envelopes da Nestum.

É claro que essas coisas ficam sempre bem guardadinha nos meus arquivos pessoais...

Uma vez recebi uma carta da Presidência da República! Há uns anos, mandei um email para lá e mandaram-me uma carta de agradecimento (selada e tudo!). Senti-me muito importante por me tratarem por «Excelência». Eheheh. Uma das minhas preciosidades cartais.

Uma coisa que também adoro nas cartas e que os mails NÃO TÊM é os selos. Eu colecciono selos. Tenho uma colecção pequenina (de 250), com alguns que são valiosos, que já recolhi de cartas e de postais de tudo o que vocês possam imaginar... E que também dão para recordar outros tempos, na minha opinião...

Coisas que ficam guardadas na nossa memória.

Aiaiai eu adoro a nostalgia...

E, para terminar este post em beleza, uma música que tem tudo a ver com correio.

Já devem saber...

É aquela do «querida Mãe, querido Pai, então que tal?»
e dos «rapazes que andam nos computadores, e dizem que é um emprego com saída».

Aliás, é uma canção que expressa exactamente a minha opinião de «para mais tarde recordar»

1 comentário:

  1. Adoreeei este post. Eu também adoro cartas, postais, encomendas...basicamente tudo o que chega por correio, menos a publicidade..., mas acho que só recebi cartas do Ginásio Clube Português, um postal ou outro, e encomendas dos Keane! Ui, o que essas me deixam feliz xD

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