O primeiro capítulo de uma nova saga...

Mais uma saga, que estou a pensar transpôr para série, e da qual falei no post anterior.
É um detective, com um ajudante parvo (que parecem Blackadder e Baldrick), e mais não digo. Leiam aqui a primeira parte.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 1

Quem eu sou? Sou Olho Morto, o Detective Público (sim, porque Portugal não é um país suficientemente grande para detectives privados). Olho Morto para os clientes e os colegas, e para os familiares, sou... o Nelito (não gozem, por favor. Sim, é este o meu nome!). Tenho o meu escritório pertencente à PSP da Barcarena, que fica junto à central dos esgotos dessa mesma zona. Tenho um ajudante, se é que se possa chamar ao Finório um ajudante. É burro como uma porta! Mas vai-se vivendo.
Mas sabem uma coisa? Acho que estou a ficar farto. E eu a pensar que seria como os meus ídolos, o Sherlock Holmes, o Poirot, o Maigret, o Marlowe, enfim, esses detectives famosos, que tinham uma grande vida e tal. Mas enganei-me. Esqueci-me que Portugal não é Hollywood...

Outro dia, cheguei ao meu quartinho no escritório (que mais parece uma despensa, tão pequeno que é), naqueles odiosos dias de segunda-feira. Como de costume, sentei-me no meu cadeirão, com as pernas cruzadas sobre a mesa (típico de qualquer série de detectives), e liguei o rádio, que estava sintonizado na m80. Se bem me lembro, estava a passar «Bridge over troubled water», de Simon and Garfunkel, uma balada que comecei logo a cantarolar. Estava com uma vontade de dormir umas horas porque não tinha dormido na noite anterior, devido a uns vândalos que foram fazer barulho à porta de minha casa das 2 às 5 da manhã. O cheiro a cerveja sentia-se no meu quarto mesmo com todas as janelas de minha casa fechadas! Em resumo, estava à espera de um caso, mas estava com aquela vontade tipicamente portuguesa de... não querer trabalhar.

E estava criado um cenário típico de entrar no «Oceano Pacífico» da RFM.

Mas este cenário de harmonia ficou todo estragado quando apareceu o Finório, o meu (espécie de) ajudante.

-Chefe! Ó Chefe! Não se ponha a dormir agora que temos trabalho a fazer!
-Ó Finório! Vai mas é chatear outro, se fazes favor!
-Mas está aqui uma pessoa para falar consigo! Diz que é urgente!
-Urgente como daquela vez em que a urgência era a de um funcionário da EMEL vir-me cá passar uma multa por eu ter posto o meu carro estacionado em 2.ª fila? Ó Finório, por favor! Estou a tentar descansar!
-Mas desta vez é mesmo urgente!
E eu, que não me estava a apetecer zangar-me com o Finório, levantei-me da cadeira e saí do meu compartimento.
-Bom, vamos lá ver isso...

continua...

Comentários

  1. Agora fiquei curiosa pelo resto lol.
    (Tu tens uma pancazinha por essa musica de Simon and Garfunkel não tens?)

    ahh e já agora...o contador já funcionaaa weeeey!!

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  2. Sim, tenho... é verdade, e não posso negá-la. E também pela «Scarborough Fair» e «The sound of silence», que também são músicas deles.

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  3. E a segunda cena?Lol,também fiquei curiosa

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  4. Talvez poste daqui a bocadinho

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