sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A song at the last day of 2010...



Música de Paul McCartney em homenagem a John Lennon.

Hoje, na RTP2, dão, a partir da uma da manhã, três grandes concertos. Um do Paul McCartney, outro dos U2 e outro do Bruce Springsteen.

A ver.

Boa passagem de ano!

E um 2011 em grande!
Posto hoje, último dia de 2010, uma boa lista com os 10 filmes mais marcantes deste ano que está a chegar ao fim.

Podem consultar a lista aqui.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E com este, os capítulos todos ficam em dia!

Aqui está o capítulo em atraso que restava publicar do policial.

Depois, publicarei o desta semana, e depois o policial fica suspenso por duas semanas, para eu poder tempo de alterar coisas nos capítulos anteriores e na história em geral.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 36

-Nelo! – gritou a Anne, aflita, que veio a correr em direcção a nós, vinda da casa-de-banho. – O que é que te deu?

Aí, lembrei-me exactamente dos filmes do Rocky… Talvez, com a minha força «extraordinária», até podia pensar em fazer carreira no boxe. Mas esse pensamento rapidamente se evaporou da minha mente, para dar lugar a pânico do género «ESTOU FEITO! ESTOU TÃO FEITO! MEU DEUS, O QUE É QUE EU VOU FAZER?!»

-“Famem” o «INEM»! – Gritava o Augusto, que mal conseguia falar.

O João sacou do telemóvel (daquelas tabletes a que dão o nome de «Iphone»), marcou três algarismos e ligou.

-Está? Poderiam mandar uma ambulância para o restaurante «Os Minhotos no Sul»? Sim… Sim, é aí mesmo… É que houve aqui um pequeno problema… Nada de muito grave… Só está a sangrar… Levou um murro… Uma tareia… Ah… Sim, sim… O quê?!... Mas… Ah, ok… Está bem, então… Obrigado, até já.

-Então? – Perguntou a Anne.

-Eles já vêm a caminho. – Respondeu o João.

-Eu vou fazer ‘queifa’ de ti, Nelo! – Berrava o Augusto. – O meu patrão ‘fai’ ‘oufir’ ‘daf’ ‘boaf’!

-Contenta-te por ainda conseguires falar! – respondi, nervoso e arrependido da situação.

Nesse momento, a Anne virou-se para mim, zangada e com «desiludiste-me» escrito no olhar».

-Olha, Nelo, tu vai embora daqui, que só estás a desajudar!
-Mas… Anne…
-SAI DAQUI!

Os burburinhos de fundo deixaram de se ouvir por uns segundos. Toda a gente a olhar para mim, incluindo o resto das pessoas que estavam no restaurante. Fugi a sete pés.

O Finório, que tinha estado sentado o tempo todo, em que deve ter estado a pensar «Mas que raio é que se está a passar?», ao ver-me a ir embora, seguiu-me rapidamente. Eu nem olhei. Só notei na minha companhia quando cheguei lá fora. Só pensava na vergonha da situação.

E agora, o que é que iria fazer?

Continua...

É o 16!

Cá vem o 16.º episódio do único programa da história da Humanidade em que o orçamento ronda os 0 euros, também ele especial, dedicado ao fim-de-ano.

Estou um bocado constipado, e para que a minha voz fosse perceptível, tive de pôr o volume da gravação no máximo (abençoada ferramentinha que descobri!).

Por isso, para juntarem mais 13 minutos de vida perdida, basta clicarem aqui.

Ah, e já agora, bom ano!

E hop! Cá vem mais um capítulo da saga com fama de sair sempre atrasada...

Nada a acrescentar.

Façam o favor então de ler mais um capítulo.

Curtinho.

Estou a pensar, depois de pôr este e o outro capítulo em falta, e também o desta semana, fazer uma interrupção de duas semanas no policial, para ter tempo de alterar coisas na história (se forem ver os primeiros capítulos, houve coisas que eu fui mudar, em termos de nomes, e certas sequências que não encaixavam), tá bom?

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 35

Decidi fazer o seguinte: Iria pedir para que os que ainda faltavam interrogar e que estavam presentes para irem para uma certa mesa, e os outros para irem para outra.

Levantei-me da cadeira e fui até ao sítio onde eles se iam sentar para almoçar. Ainda estavam em fase de preparação… estavam a arrumar umas mesas para ficarem todos juntos. Enfim, coisas que eu considero algo idiotas… agora é que se põem com mariquices de quererem estar todos unidos… Pois bem, que seja.

Ao chegar, de mãos nos bolsos e com ar trocista, perguntei aos presentes:

-Precisam de ajuda? – perguntei, virando-me para o João

-Ah, já que estás aqui… - respondeu ele.

-Não! – disse o Augusto – Deixa estar, que nós cá nos arranjamos.

Eu tenho um temperamento muito, muito, muito mau… Ao ouvir aquilo, vindo da boca de uma pessoa que, ao tê-la interrogado, mentiu descaradamente, e que agora estava ali como se nada fosse, apeteceu-me responder. E foi o que eu fiz.

-Olha lá, eu por acaso falei contigo?

Todos os outros colegas, que estavam a arranjar-se como podiam, viraram-se todos para mim. Ouvi algumas exclamações, alguns burburinhos de fundo, mas não liguei, estava ali, calmo e sereno, a meter-me com o Augusto. E queria continuar. E isto era só o começo do que aí vinha…

O Augusto, nesse momento, começou a suar, e começou a aproximar-se de mim, até ficarmos frente-a-frente, o bom, e o mau/vilão.

-Estavas a perguntar se alguém de nós todos precisava de ajuda, ó palhaço – respondeu-me ele.

-Ah, ah… Deixa-me rir! Palhaço, eu? Tu é que és um mentiroso que não sabe dizer a verdade dos acontecimentos! Tu estás a esconder alguma coisa… E olha, seu sacana, que eu vou descobrir.

-Ui… Estou cheio de medo do Nelinho… O que é que ele me vai fazer? Passar-me uma multa da verdade?

Aí, sucedeu-se uma coisa, que me faria arrepender mais tarde de me ter metido com ele. Passados alguns segundos de silêncio e impasse, apliquei ao meu «inimigo» um gancho de direita, que o fez tombar no chão, dada a força do golpe. Sangue começou a jorrar da boca do Augusto, e na altura, sentia duas coisas. Uma, que pensava que eu era o Rocky. A outra, que estava metido num belo sarilho.

Continua...

Uma coisinha de um concursozinho

Isto é um pequeno trabalho que fiz para um concurso do Diário de Notícias, juntamente com a ajuda da professora de Literatura e de dois amigos (um deles tem um blog a dar os primeiros passos), que decidiram juntar-se ao grupo (porque não podia fazer sozinho... tinha de ser no mínimo 3 pessoas e um professor), e demos um nome ao grupo, que é nada mais nada menos que «The sounds of silence» (hmm... este nome faz-me lembrar uma música qualquer...).

O trabalhão que esta porcariazinha deu para fazer...

Agora fui ver os outros trabalhos em concurso... claro, devem ter tido mais condições para fazer... eu digo-vos que este texto foi feito sob pressão, quando tinha feito outro que o site do concurso fez favor de «destruir»...

O objectivo era escolher uma das editorias do jornal (entre as quais nacional, política, desporto e cultura) e fazer um artigo de opinião sobre uma delas, além de uma pequena nota biográfica sobre uma pessoa que quiséssemos entrevistar...

O que eu decidi fazer foi um pequeno texto sobre «A música ontem e hoje», que foi o pomposo título que dei ao artigo. A personalidade escolhida foi o Rui Veloso.

Em baixo publico os dois textos: o de opinião e o pequeno texto biográfico.

Odeio só poder escrever tão pouco sobre um tema muito abrangente.

Aqui fica o artigo original. Um dia, talvez, pego nele e «transformo-o» numa coisa a sério.

Não numa coisinha destas.

A música ontem e hoje

Desde o início dos tempos até aos nossos dias, a música tem vindo a evoluir, variando numa multiplicidade de estilos, todos eles diferentes e cada um com as suas características específicas. É claro que se escutarmos uma ária de «La traviata» de Verdi, será diferente, em termos estéticos e melódicos, ao mais recente sucesso dos Moonspell. A música «cresceu» primeiro graças aos grandes compositores, como Mozart, Bach e Chopin, mas o ponto mais alto da evolução da música recente começou a partir dos anos 60, com os Beatles a fazerem o que ainda não tinha sido pensado, sendo inovadores para a sua época, e considerados a melhor banda de sempre da História.

A partir daí, a música deu uma volta de 360 graus. O rock foi-se construíndo, e a pop foi dando os primeiros passos. Depois dos Beatles, várias bandas, autores e cantores começaram a deixar um marco indelével na memória da Humanidade, como os Queen, os Pink Floyd, Bruce Springsteen, Simon & Garfunkel, e mais recentemente, U2, Green Day e Coldplay. Mas hoje em dia, a música não consegue ter aquele fulgor que nas décadas de 60, 70 e 80 conseguia ter.

Muita música feita na actualidade tem como base músicas já antigas, ou em alguns casos, dizem-se obras novas, mas têm vestígios de plágio. Hoje em dia, é notória uma falta de criatividade e de inovação na música que vai surgindo. É necessário que haja música nova, cativante e bem feita.

Rui Veloso

Contando já 30 anos de carreira, Rui Veloso é um dos nomes mais marcantes da música portuguesa. Foi responsável, com Carlos Tê, por grandes êxitos como os inesquecíveis temas «Cavaleiro Andante» e «Não há estrelas no céu», e o duplo álbum «Mingos e samurais», de 1990. Rui Veloso continua a ser ouvido e apreciado por fãs de todas as idades.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Uma pérola francesa

Enquanto os dois capítulos do «Olho Morto» não chegam, vou entreter-vos com mais uma crítica de cinema, das minhas. Daquelas que não se percebe patavina...

E depois ainda me vêm dizer que isto é escrito por um adulto... deve ser deve...

E fiquei muito contente porque hoje fui ao cinema pela 10.ª vez em 2010!

Ai, fiquei tão feliz...

Continuando, esta tarde fui assistir a um filme de animação, ao francês «L' illusionniste», por cá intitulado «O mágico».


Fiquei com curiosidade por ver este filme por dois motivos: para já por o realizador ser Sylvain Chomet, que foi o autor de outro grande filme de animação francês, «Belleville Rendez Vous», e depois porque nesta nova película o Chomet foi buscar um argumento do Jacques Tati que nunca chegou a ser filmado, e isso fez-me ficar curioso sobre como é que ele iria transpôr para animação um argumento de um realizador francês, onde os seus filmes estão repletos de pequenos pormenores, e que costumam ter um enredo não muito complexa, cheio de situações cómicas, como fazia tão bem Jacques Tati no papel do Sr. Hulot.

Fui ver o filme e digo-vos que, para quem já viu os filmes do Tati, nota-se que neste «L'illusionniste» há muitas marcas "Tatianas". A própria personagem principal, um mágico de, diria eu, meia-idade, tem muitas parecenças físicas e psicológicas do Hulot. Além de que o filme mostra algumas homenagens a Jacques Tati, como numa cena em que mostram um excerto de um filme dele (agora é ir ver ao cinema para descobrirem o porquê de mostrarem).

O filme usa o mesmo tipo de animação que «Belleville rendez-vous», ou não estivesse a falar do mesmo realizador.

Ao sair do cinema, várias pessoas andavam a discutir qual dos dois filmes do Chomet era melhor. Eu, ao princípio, tinha dito que era este (ai as minhas precipitações), mas acho que os dois têm características diferentes, que os fazem ter o mesmo nível de qualidade. O «Belleville rendez-vous» é uma grande história repleta de acção e com um humor extraordinário. O «Illusionniste» conta uma história mais simples, sobre a relação de um mágico à procura de público e de uma rapariguinha adolescente que encontra durante o seu percurso, com argumento de Jacques Tati, e com humor meio Tati meio Chomet. E que também me fez lembrar, em certa medida, o grande «Limelight - Luzes da Ribalta», de Charlie Chaplin.

O filme passou num ápice. Foi muito rápido, mesmo. E eu que pensava que isto ia ser realizado à maneira do Tati, em que os filmes, principalmente o «Mon Oncle» e o «Playtime - vida moderna», estão cheios de cenas, parecendo nunca mais acabar. Este foi mais soft, e foi muito bonito.

Vale a pena passar menos de uma hora e meia sentados em frente a um ecrã a assistir a esta fita. No meio de tanta animação vinda dos EUA, sabe bem que cá no Velho Continente também se fazem filmes com igual qualidade, ou até mesmo superiores.

E, em relação ao facto de ser 2D, eu acho que os filmes assim têm um carácter diferente que os 3D têm. Acho que este «L'illusionniste» está tão bem feito assim que em 3D seria completamente diferente, e as personagens não mostrariam as coisas que mostram em 2D. Aliás, como diz o próprio Sylvain Chomet num artigo do DN (que podem ler na integral clicando aqui), a força da animação 2D é que tem vibração e é imperfeita, como a realidade. As imperfeições são importantes quando lidamos com uma história com personagens humanas. Ajuda ao realismo, torna-o mais poderoso.

Nota também para a banda sonora, agradável de se ouvir e adequada ao desenrolar do filme.

É uma história bonita, que, desculpem se a expressão for pirosa, é para se ver com o coração. Nunca pensei dizer uma expressão assim...

Tenho dito. Agora ide ao cinema! IDE!

Ah, a nota que eu dou a este filme é 9/10.

Let's look at the trailer...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Já está cá mais um capítulo, também ele mais que ligeiramente atrasado...

Aqui vai, o capítulo que supostamente era de há duas semanas, do policial.

Este policial poderá dia chegar a estar impresso nas páginas de um livro (já várias pessoas me propuseram isso, e não só os meus amigos...).

Mas enquanto não vejo essa hipótese do policial andar por aí nas livrarias (e possivelmente em e-book, que é o que o pessoal gosta nestes tempos que correm... por mim não o fazia, mas se tiver mesmo que ser, se eu só tiver leitores de e-book... ai que vida... por isso prefiro não editar ainda o policial em livro e pronto...), fiquem com o 34.º episódio.


Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 34

O restaurante era muito acolhedor. Já era um tique meu «fugir» a funerais, indo para um restaurante próximo. Não gosto simplesmente, como já referi, do que vem a seguir ao funeral… se é para ter conversa de café, não o façam à frente da sepultura do falecido!

Pedi uma garrafa de água fresca, e um bitoque para acompanhar. Mal tinha comido nos últimos dias, e estava esfomeado. Tenho de ter mais cuidado com a alimentação.

Notei que momentaneamente me tinha esquecido que o Finório também estava ali.

-Desculpa Finório, esqueci-me de te perguntar. Que é que queres comer?

-Oh chefe, não ‘tou com fome…

-É melhor comeres qualquer coisa rapaz… o dia ainda é longo.

-‘Tá bem… então pode ser uns filetes de pescada, chefe.

Fiz também o pedido do Finório, e o empregado que nos tinha atendido saiu a correr para a cozinha, onde se ouviu, em alto e bom som, um grito que pedia para se fazer um bitoque e uma dose de filetes de pescada.

Uma televisão ultra-gigante estava instalada à frente dos meus olhos, a alguns metros de distância. Consegui acompanhar alguns minutos de um jogo entre duas equipas de leste com nomes tão estranhos que não consegui memorizar.

E decidi começar a fazer um apontamento de tudo o que já sabia até então. Peguei no gravador, e liguei-o, a ver se conseguia ouvir alguma coisa.

Contudo, o barulho era tanto que mesmo com o som no máximo, nada conseguia entender do que tinha sido gravado. Por isso, fiz uma lista em que escrevi os nomes de todas as pessoas da turma, e umas linhas para cada uma delas para eventuais apontamentos.

-Chefe – perguntou o Finório – Que é que está a fazer?

-Estou a elaborar uma lista com os nomes de todos os suspeitos… É para me organizar melhor, sabes? Já tenho a cabeça cheia de tralha…

-Sim, sim, estou a ver…

Foi a única conversa em todo o almoço. Nem eu nem o Finório voltámos a abrir a boca para falar um com o outro até sairmos do restaurante. Eu estava empenhado na minha tarefa, e ele estava a acompanhar a partida na TV.

Ah! O almoço estava a saber-me tão bem… Enquanto terminava a minha tarefa de escrita, pedi a um empregado que estava próximo para trazer a carta das sobremesas.

Depois de averiguar, decidi ficar pelo costume.

-Queria uma salada de frutas.

E o Finório:

-Por mim, pode ser uma baba de camelo…

Ah, afinal o menino Finório até queria empanturrar-se…

No final, estava eu a contar o dinheiro para deixar na base metálica com o talão da conta (incluindo uma gorjeta de dois euros) quando ouço um burburinho, que significava que vinha aí uma multidão. Olhei para trás… e vi que eram os colegas todos que tinham decidido ir lá almoçar. Gaita! Agora que eu estava no fim é que eles tinham decidido vir…

Continua...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Thank God it's Christmas!

Grande música natalícia. De quem?
Dos Queen, meus amigos.
Tem passado inúmeras vezes nas rádios...
Ouvide a música, ouvide!

La la la la la la...

Esta deve ser a melhor, ou para não ser bastante precipitado, uma das melhores músicas incluídas na banda sonora de um filme de animação...

Adoro esta música. De tanto falarem na Disney, ao longo do dia, na SIC, lembrei-me deste clássico criado por Randy Newman, para a épica trilogia «Toy story».

Ouçam as duas versões desta música que posto aqui. A original, e uma que fizeram para o terceiro filme (só vendo esse terceiro filme é que se percebe a inclusão dessa música)...



Um texto de Charlie Chaplin...

É bonito, este texto...
Faz pensar...
Percam dois minutos do vosso dia a lê-lo, que vale a pena...


A tua caminhada

A tua caminhada ainda não terminou…
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
das tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com a tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverás de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e de se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afecto.

Não faças do amanhã
o sinónimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Os teus passos ficaram.
Olha para trás…
mas vai em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Charles Chaplin

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma pequena mensagem de Natal

Caros amigos e amigas,

Se querem que vos diga, o Natal não me diz muita coisa.

Para mim tornou-se um dia que penso que é igual aos outros, com excepção de uma coisa... neste dia celebramos o nascimento de Jesus e etc e tal...

Qundo era mais pequeno ligava às prendas, e por isso o Natal era muito importante... agora a essa parte já não ligo muito. É claro que é importante que me ofereçam coisas que eu goste... mas pode até ser um par de meias... desde que não sejam collants!!!

Odeio a azáfama que há cá em casa para fazer as coisas todas, que por mim eram totalmente indispensáveis.

Mas pronto, têm de se fazer porque é Natal!

A mesa toda enfeitada para um jantar que eu até diria que será normal, com todos nós stressados para que tudo corra bem...

E ainda dizem que o Natal devia ser todos os dias...

A parte verdadeira do Natal é que deveria ser feita todos os dias...

Não esta, senão já nenhum de nós conseguia aturar ver tantos sonhos e rabanadas à frente... pelo menos eu, que não gosto nada dessas coisas...

Acho piada ao facto de nos preocuparmos com o que vamos oferecer a uma certa pessoa, e que depois só a voltaremos a ver dentro de um ano ou coisa disso... acho que ligamos demais ao dar prendas...

Preocupamo-nos com o que não é necessário...

Mesmo que o espírito do Natal seja a paz e a alegria e tudo o mais, isso fica posto de parte por todos nós. O que interessa é que o bacalhau esteja na mesa e as sobremesas todas...

E se fizéssemos deste Natal um Natal mais simples, mais vivido em família, um Natal mais... Natalício???

Votos de um grande e Feliz Natal para todos vocês,

Rui Alves de Sousa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Not goodbye, just so long

Descobri isto há momentos no youtube.

O final do último «Larry King Live».

Arrepiante.

Vejam até ao fim.

Estamos no Natal...

... Tempo de recordar canções desta quadra.

Uma delas é esta, de Stevie Wonder...

Escutem-na.

15.º PMD

E aqui fica o especial de Natal do «Programa do mal-dizer». É o episódio mais curto da segunda temporada, com 13 minutos e 20 segundos, se não me engano, mas lá está, para ser especial, decidi que não haveria entrevista, nem «O que está mal aqui?» nem «Olha que sorte!». Também era para não haver «A Tiazinha aconselha», mas depois ela decidiu aparecer, via SMS... Bom, para saberem do que eu estou a falar, contemplem-se com este programa , cheio de tosse, com uma moral natalícia para todos nós... é um programa mágico... ou eu é que não tomei os comprimidos.

Bom, talvez eu ainda faça um pequeno texto dedicado a esta quadra, mas diferente do que falei neste programa... vamos a ver se ainda faço... porque amanhã já é dia 24!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

COF COF!

Não tenho tido tempo para escrever aqui no blog, porque tenho andado estranho ultimamente por causa da tal doençazinha que estou a sofrer...

Mas um dia, meus leitores, um dia, virei cá postar tudo o que falta do policial!

Agora é que me tem dado um bloqueio de criatividade, também... A minha cabeça tem andado muito à roda... tenho muitas ideias, algumas já as comecei a trabalhar... aiai...

E vou fazer uma coisa em relação ao «Programa do mal-dizer».

Eu estou com a voz muito grossa, e a tossir muito, mas vou fazer uma espécie de PMD... vai ser é uma mensagem de Natal... não muito grande, para que não fique demasiado chata para depois vocês, cheios de compaixão, pensarem: «Oh, coitadinho do Rui! Vamos ajudá-lo ligando para o 760...»... estava a brincar... mas se quiserem podem ligar para o meu número para me darem dinheiro.

Estejam à vontade.

Não se incomodem.

Afinal até tive criatividade suficiente para fazer este pequeno post...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O que toda a gente gosta que lhe aconteça, principalmente nesta época do ano...

Estou doente.

Estou sempre a tossir, estou rouco, enfim, estou mal.

E ainda por cima nesta altura...

Enfim, queria com este pequeno post que não vai haver «Programa do mal-dizer» esta semana, por não estar em condições de o gravar. Não tenho voz, e sinto-me muito mal.

Mas ainda vou fazer um post de Natal... e pôr os policiais em atraso...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ei-lo que parte...

Vou estar fora este fim-de-semana.

E vim dizer que não irei à internet até domingo à noite. Depois postarei os capítulos do policial.

Vou estar fora, that's all.

E vim agora à net só para vos avisar disso...

E também para ver o facebook.

Mas mais nada.

Hoje comecei a escrever um livro que não postarei no blog, pelo menos por agora. São uima série de crónicas, que querem contar uma história.

Mas ainda está no início...

Bom, tenham um excelente fim-de-semana, beijinhos, abraços e muitos palhaços.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A banda desenhada: Uma crónica nostálgica

Esta tarde tive vontade de ir à arrecadação do meu quarto espreitar a minha colecção de banda desenhada.

E fui.

Folheei, com volúpia, livros do Tintim, do Astérix, do Lucky Luke, do Blake e Mortimer, lembrando-me de várias cenas desses livros que tinham ficado guardados num cantinho obscuro da minha memória.

Eu lia muita banda desenhada. Agora, leio menos. Não por ter deixado de gostar, mas porque eu já li tudo o que me tinha interesse e que estava à mão para ler. Depois reli tantas vezes que me cansei. Queria coisas novas.

De vez em quando, vou à livraria da minha rua, e se encontro algum título novo, desconhecido para mim, pulo de alegria e satisfação (interiormente) e perco mais meia hora da minha vida a ler um livrinho de BD (sem o comprar, claro... aos preços que estão para venda...).

A minha infância foi vivida muito à volta das personagens da BD. Enquanto que a maioria dos petizes da minha idade se entretia com beyblades, futebol, e coisas do género, eu lia (ou relia pela 50.ª vez) a banda desenhada, querendo viver daquele tipo de aventuras.

Depois, comecei a ficar saturado de reler tantas vezes os mesmos livros.

Depois de ter estado uns tempos sem olhar muito para eles, soube bem dar de novo uma vista de olhos aos irmãos Dalton, à aldeia dos gauleses irredutíveis, ao temível Olrik e ao estupendo capitão Haddock.

Houve uma altura em que eu fazia as minhas BD's. E tiveram sucesso! Na primária, fiz uma «cópia» de um personagem que sempre achei graça, de nome «Capitão cuecas». Essas BD's desapareceram.

Depois mais tarde, no sétimo ano, peguei num personagem feito por um amigo meu, e transformei-o. Era o Tostas. Criei umas seis histórias para ele, que também tiveram fama. Depois tive uma ou outra personagem, que não durou meia dúzia de quadradinhos, como o Supertuga ou os 4 parvalhões (esta estou a pensar seriamente em pegar nela para uma série... o conceito era todo ele muito giro...)

Talvez um dia volte a fazer BD's... e a ler mais. Mas só se editarem muitas.

Assim, a maior parte do meu tempo livre vai ser passado na Bulhosa de Entrecampos, sentado numa poltrona com uma pilha de livros de BD para «desgustar».

Não pode!

Um atentado ao que ainda há de bom na televisão americana!

É nestas alturas que me questiono, olhando para o céu, elevando os braços:

WHY GOD, WHY???

Se isto aconteceu, o que virá a seguir?

Uma grande perda... Larry King tinha um estilo de entrevista inimitável...

Vai fazer falta...
É triste quando morre um grande comunicador, como é o caso de Carlos Pinto Coelho, grande divulgador da cultura no nosso país.

Tristemente Aconteceu.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Consegui! Iupi! Consegui! Foi difícil, mas consegui!

Hoje, ao chegar a casa, decidi aproveitar a hora que tinha livre sozinho para gravar rapidamente o PMD.

E cá está ele.

Saiu no dia... é para comemorar!

Tem 25 minutos...

Ultimamente não tenho tido muita paciência para fazer textos. É o que me vem à cabeça.

Ouçam o programa clicando aqui.

Sorry...

O blog tem andado parado. Eu não tenho andado muito concentrado no blog, pois tenho muita coisa que pensar, como num concurso que estou a participar e que acaba hoje, como é que vai ser com o PMD no Natal e no Ano Novo, o Olho Morto, etc, etc, etc.

Desde já peço as minhas sinceras desculpas a vocês, leitores, mas também é para saberem que eu não ando aqui a brincar!

Em relação ao PMD, o problema é que vai estar gente cá em casa. Depois é muita confusão para gravar o programa...

Mas tenho de arranjar uma solução...

Bom, adeus, vou fazer aquilo que tenho de elaborar para o concurso e mais logo vejo se ponho o PMD e o policial hoje.

Ciao!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Há bocado tive uma ideia hiper-espectacularii! Querem saber?

Cá vai.

Sabem que eu digo sempre que a minha vida dava um filme???

Bom, eu vou fazer o guião do filme da minha vida, e postá-lo aqui...

Terá as músicas para acompanhar cada cena do filme...

Um dia, talvez alguém se interesse e o ponha no grande ecrã...

Estou só a sonhar alto.

Talvez comece já hoje a escrever, mas não para ser publicado agora...

Mas vai ser longo...

Mas prometo que não vai ser secante... Vai ser ritmado e com uma história delirante e estúpida, baseada em coisas da minha vida.

Mas primeiro, vou postar o policial...

Até já...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Magnífico!



Isto está muito bom, mesmo.

Ao ir ao blog do Pedro Ribeiro, deparei-me com este magnífico vídeo, que decidi postar aqui no blog para vocês verem.

E já agora, um feliz Natal!!!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Décimo terceiro

Aqui vai, atrasado três dias, o décimo terceiro episódio do mítico «Programa do Mal-dizer».

Este tem 32:34 de duração.

É o segundo maior, para aí.

O primeiro tem 33 minutos e 14.

Este episódio vai ter um momento de nostalgia, talvez para os mais velhos, em que vou rebuscar anúncios antigos... eu disse que é um top, no episódio, mas não é. São alguns anúncios antigos caricatos, e no final, pus para rematar essa parte, úma parte de um anúncio da coca-cola que há uns tempos por cá passou.

Já perceberam que o tema deste PMD é a publicidade?

Bom, sacai lá o episódio clicando nesta palavra.

Olhem que doeu fazer este episódio!

Ainda sinto a dor...

Aiaiai...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

É hoje...

Já gravei o «Programa do mal dizer», supostamente de quarta feira. Agora, falta tirar umas coisas, acrescentar outras e montar tudo...

Este programa foi também improvisado (não só o monólogo como a entrevista) e digo-vos que deve ser o pior programa de todos. O outro, o anterior, improvisado até saiu bem, mas este, acho que não.

Por isso, têm de o ouvir. Para depois poderem gabar-se que ouviram a pior coisa do mundo...

Mas é só loguinho, tá bem?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma música francesa, para variar

Não costumo ouvir música francesa, mas esta foi-me mostrada pelo meu Pai há uns tempos e hoje lembrei-me de a postar no blog. Atenção à letra! Ela está incluída no vídeo...

O autor é Jean Gabin, um famoso actor francês, que nos tempos finais da sua vida, escreveu e compôs esta música...

A ouvir.

O que eu encontrei...

Memória Online - RUI VELOSO AO VIVO NA AMADORA - RTP Memória - RTP

Andava a vaguear pelos sites da RTP e descobri esta pequena pérola no espaço da «memória online» da RTP memória. Um concerto de Rui Veloso, de 1990.

Reparem nos óculos dele... eheheh...

Já foi há 30 anos...



Há 30 anos Mark Chapman assassinava um dos maiores ícones da música mundial... John Lennon.

Em homenagem ao grande artista deixo aqui outra música dele. «Give peace a chance»

Não deveria ser o que todos deveríamos fazer?

Grande notícia!

Gostei de hoje, depois de andar a pesquisar nos habituais fóruns e sites de cinema, descobrir esta notícia:

"O Escritor Fantasma", de Roman Polanski, é o filme europeu do ano

O thriller de Roman Polanski foi consagrado com seis prémios, tendo sido distinguido nas categorias de melhor filme, melhor realizador, melhor argumento, melhor actor (Ewan McGregor), melhor banda sonora (Alexandre Desplat) e melhor direcção artística (Albrecht Konrad).
In http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/cinemax/index.php?k=O-Escritor-Fantasma-de-Roman-Polanskie-o-filme-europeu-do-ano.rtp&post=29220

Gostei de saber isto porque foi um filme que fui ver ao cinema e gostei imenso...

Isto mostra que ainda há bom cinema para se ver (e bons júris... eheheh)

A um passo de algo que é para mim impossível...

Hoje estive a um passo de deixar a totózice numa aula de educação.

Joguei futebol. E bem!

Até marquei dois golos!

Depois disto, era a escalada para o paraíso do «social» e não sei que mais... Senti que seria daqueles rapazes com quem toda a gente gosta de estar e que tem as raparigas à perna...

Nada disso aconteceu.

Só o meu ego é que aumentou um pouco por pela primeira vez na minha vida eu estar a jogar bem futebol!

Quanto a popularidade, na mesma... podia ter aproveitado a escalada para o sucesso com aqueles grandes momentos futebolísticos, dignos de aplausos, mas não... não aproveitei a oportunidade.

Talvez por ser humilde demais, não sei... Não gosto de me gabar e de me expôr para a estupidez, só para certas pessoas fingirem que são minhas amigas. Daquelas que é mesmo para não se falar, mas que estamos com elas para nos acharem bons tipos.

Não preciso de fazer isso na vida real.

Para isso já existe o facebook... e afins...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Agora é que fica tudo em dia!

E posto agora o capítulo que restava publicar do Olho Morto.

A tensão aumenta... quem serão os culpados?

Sei lá pá!

Esta parte tem um número que eu acho muito curioso. Trinta e três. Se o disser com os «elles», fica mais giro ainda. tlinta e tlês.

PS - Nada do que é aqui descrito tem a ver com a realidade. Vá, 95%. Se alguma coisa for realidade é pura coincidência. Só para saberem. Não pensem que isto é uma demonstração do verdadeiro Rui... na na... o Rui da história nada tem a ver com este Rui que escreve a história... o Rui real, ok?

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 33

O Miguel começou então o seu pequeno discurso de homenagem ao Rui.

-Caros colegas de turma, caros familiares do Rui, caros anónimos aqui presentes - começou ele - deixou-nos a nós todos um grande homem, e sobretudo um grande amigo, que com simpatia e humildade, gostava de conviver e estar com as pessoas. Sinto a dor dos familiares do Rui, pela perda que estão a sentir de um grande exemplo para nós todos. Tipos como ele há poucos, e vão continuar a haver poucos. Deixou um grande legado de obras literárias, e deixou em Portugal um orgulho de ter gente deste calibre. Obrigado Rui.

Uma breve salva de palmas inundou o cemitério, onde várias pessoas assistiam, e um cameramen da TV, que tinha aparecido sem ninguém ter dado por isso, filmava cada segundo do que se passava.

Depois, os 4 homens da funerária, que à conta das vezes que já fizeram coisas daquelas, é como se fosse um hábito do dia-a-dia, pegaram de novo no caixão e encaixaram-no num lugar a meio da parte esquerda do jazigo.

E pronto, aqui acabou o funeral. Quer dizer, quase. As pessoas depois começaram a conversar. Odeio gente a conversar em funerais. É claro que eu depois também vou nas conversas, mas sinto-me mal por ter morrido alguém e depois estar ali a ter conversa de café. Mas o que é verdade, e já um parente meu me dizia, onde só reencontramos maior parte das pessoas é nestas ocasiões. Ou nestas ou em casamentos.

Tive a ideia de ir ao grupo onde estavam os colegas de escola. Não todos. Ouvia-se galhofa e conversas desinteressantes. Pelo menos para mim. Queria encontrar os que me faltavam interrogar. Não estavam uns 3 ou 4. Mesmo assim dirigi a palavra aos que faltava interrogar que estavam presentes para virem ter comigo ao restaurante ao pé do cemitério. O Finório veio comigo.

Agora ia falar com muitos deles. Assim despachava mais trabalho e mais depressa resolvia isto!

Continua...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sorri!

Uma canção da autoria de Charlie Chaplin, um dos grandes ícones do cinema mundial (e uma das minhas referências), e que também nos deixou grandes citações. Ouçam a música, cantada nesta versão por Nat King Cole.




Um dia sem sorrir é um dia perdido.

Charlie Chaplin

Homem na Lua

É o título em português de uma grande canção dos REM, em homenagem ao comediante Andy Kaufman.

Para ouvir em qualquer altura.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sou um desenrascado de primeira.

Sou muito simples, e uma coisa que para muitos não tem solução, para mim é evidente.

Sou como o McGyver, mas não salvo o mundo.

É pena, podia fazer um jeitão.

E este vai para a lista dos posts inúteis...

É bom fazer uns quantos de vez em quando para ocupar espacinho...

Uma pequena memória...

Lembrei-me agora que quando era pequenino, gostava de ser mágico quando crescesse.

Até depois deram-me uma caixa daquelas da «Magia Borras» com truques!

Estava pronto para ser o Harry Houdini...

E alguém dizia: «Queres ser o Harry Potter?»

E eu pensava: «Naa, o Harry Potter não tem style e não anda em digressão com os truques. aquilo é só efeitos especiais, nos filmes dele...»

Infelizmente, nem com as fichas do Luís de Matos que saíam com o JN, com truques simplíssimos, corriam-me sempre mal...

Aí, parte da minha alma foi destruída.

Aí, tive a ideia de trabalhar na área da escrita, que perdura até hoje...

Vamos a ver até quando esta ideia vai...

12...

Este episódio mete muita estupidez...

Tem muita parvoíce lá dentro.

Mas tem menos de meia hora! Não é como o outro, que era enorme!

Tem 22 minutos, este.

Ouçam, vá.

Tenham paciência.

Carreguem aqui fachavor...

Odeio ser um irresponsável e não cumprir o que prometo... mas enfim, é a vida! Por isso cá vai o capítulo do policial da semana passada...

Está tudo no título.

Agora vai dar início mais uma parte, a 32.ª, de 500 previstas, desta grande novela... perdão! Policial!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 32

Quando cheguei lá fora estavam as pessoas a entrar nos respectivos carros, pois parece que o Rui queria ser enterrado noutro sítio. Podia bem ter sido ali, que até era mais agradável. Mas não, talvez quis ir para ao pé das pessoas da família qe também já não estão neste mundo...

O Finório e o João esperavam por mim dentro do carro. Entrei para o lugar onde estava, à frente, o João ligou o carro e seguimos o carro funerário até ao cemitério. Ainda foi um caminho longo, cerca de meia hora para lá chegar.

-Agora o Rui vai para onde? - perguntei ao João, a meio do caminho.

-O Miguel disse-me há pouco que o enterro seria no cemitério onde está a família toda do Rui. - respondeu ele.

Ah a minha teoria estava correcta. É a lógica da batata. Também eu quero, quando morrer, ir para o pé dos meus entes queridos... mas cremado. Eu sei que vai ser doloroso para quem for ao enterro, mas depois farei uma cláusula no testamento a dizer para fazerem a cremação sem que ninguém veja... é um pouco estranho, mas pode-se tentar. Depois as pessoas só veriam uma caixinha com as cinzas lá dentro. Depois quero que ponham uma florzinha ao pé das cinzas, que seriam deitadas numa relvinha que está ao pé do jazigo da minha família... deixemo-nos de devaneios pessoais e continuemos a história!

Chegámos lá, todos saíram dos seus respectivos carros. Pessoas das ditas anónimas entraram também no recinto do cemitério. 4 homens vestidos de fatinho preto e gravata, saíram do carro funerário e apressaram-se a retirar o caixão, que deveria ser pesado como o caraças, como pensei. Depois levaram-no para uma casinha onde o fecharam, com aquela coisa de ferro derretida, ou lá como se chama. Lá dentro só entraram as pessoas mais próximas, como os Pais do Rui, e as três irmãs. Todos saíram de lá com lágrimas nos olhos.

De seguida, os homens levaram o caixão, já fechado, para a frente do jazigo. Pousaram-no num carrinho, e abriram o jazigo. Antes de meterem o Rui lá dentro para sempre, uma pessoa chegou-se à frente para dizer qualquer coisa sobre ele. E esse ele era o Miguel.

Continua...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fita...

Quero ir ver este filme.
A história parece interessante e peculiar.
Alguém se oferece para ir ao cinema comigo? Hmm?
Estava a brincar, petizada! Podem sair debaixo das vossas camas! Não precisam de ter medo, que foi só uma brincadeira! Não vos quero levar comigo ao cinema, por isso escusam de se esconder.
Em resumo: Já me está a fazer falta uma boa ida ao cinema...

Trailer

Still Crazy after all this years

Mais uma grande canção desse senhor da música chamado Paul Simon. Música calminha, para descontrair, e ouvir com atenção.



(ah, entretanto, o PC voltou! O arranjo foi mais rápido do que eu pensava...)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Threat detected!

O computador portátil foi para arranjar.

Ai e tal, a minha pen tinha um vírus, vindo de um computador da escola, do ano passado. e tufas!

Mas isto até já foi há algum tempo! Só foi é para arranjar agora...

Aquilo até foi acumulando vírus e tudo...

Bom, só para dizer que o Olho Morto da passada sexta vai ser publicado amanhã.

Não desespereis, fiéis seguidores do policial!

São poucos, é preciso tratá-los bem.

Estou na Câmara Municipal de Lisboa (passo a publicidade) a escrever este post de aviso.

Por acaso isto aqui de cima tem uma vista para o jardim agradável...

E em relação ao «Programa do mal-dizer»?

Bem, não vou pôr-me a gravar o episódio aqui na Câmara! Só se fosse maluco!

Com sorte, se o computador vier antes da próxima quarta-feira (espero eu), como lá tenho alguns ficheiros de áudio essenciais ao programa, como a parte de início (antes do genérico) do 12.º episódio, o segundo desta segunda season, vou fazer um passe de mágica, e com uma velocidade inacreditável para um tipo como eu, gravar, editar e montar o episódio desta semana e o da próxima!

Vai ser giro, se acontecer...

Muito, muito giro...

(a frase que dá título ao post faz parte das caixinhas que costumam aparecer lá no computador quando há víruzzz. É claro que vão haver CRÓMÓS que irão depois dizer: «ó Rui és mesmo burro! Isso toda a gente sabe pá!». Bom há quem não saiba. E eu essas pessoas, só de lhes chamar CRÓMÓS desta maneira tão peculiar que faz lembrar um certo genérico de um certo programa de rádio, já me sinto feliz. P'ra que aprendam!)

30!

O blog atingiu os 30 seguidores.

Aliás, 28, porque eu sigo o meu blog duas vezes, como já referi.

Mas toda a gente faz isso, vá.

E quem é que atingiu a proeza de chegar a este magnífico número?

Foi o sotôr Pedro Esteves, que faz parte dos «Cavaleiros do Faroeste», um grupo de parentes (bem, se todos têm o apelido Esteves devem ser da mesma família, não?) que faz vídeos de humor descabido e parvo, num estilo Pythonesco. É como eu gosto. Podem conhecer o trabalho destes patifes clicando aqui.

Aqui fica uma pequena amostra. Esta é uma paródia assumida ao clássico «Filadélfia».



Não aconselhável a murcões ou a quem diz que não gosta de perder alguns minutos da sua vida com parvoíces da internet, mas que depois fica logo todo histérico ao ver um vídeo de um macaquinho a jogar bilhar.

E, comio eu costumo dizer em posts deste género, venham mais uns quantos!

Não peço 30, que talvez seja demasiado.

Apenas 10 pessoas e eu com 20 identidades diferentes.

É isso, é.

Já tá.

Depois do incidente relatado aqui, e passado mais de uma semana do ocorrido nesse post, tenho uns óculos novos.

Adeus, vista cansada e desnorteada! Já sou um espécime de «quatrum-olhius» novamente! Devolvam-me o emblema da associação «Amigos da Lente»!

Ahahahah!

Foi bom para dar, durante alguns momentos, asas à minha grotesca imaginação e estúpida maneira de ser...

Tchauzinho e até depois!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

No PMD for you...

Esta semana não vai haver PMD, pelo menos nesta quarta, por razões relacionadas com o penúltimo post.


Talvez ponha dois programas na quarta de daqui a uma semana, ou ainda se conseguir chegar a Lisboa e fazer o programa desta semana, ainda ponho no fim-de-semana.

Isto é tudo muito relativo. A minha vida é relativa.

E como este programa não tem grandes meios nem nada dessas coisas, a sua emissão não muito regular pode acontecer.

Peço desculpa já à meia dúzia de ouvintes do PMD... é a vida!

Adivinha quem voltou!


Este é para mim, juntamente com o David Letterman, o melhor apresentador de late-night dos EUA. O David Letterman é um grande comunicador, e o Conan, um grande comediante.

Acho que deveria ter mais audiência. Pelo menos, na primeira emissão deste seu novo programa, teve mais que o Jay Leno (tipo insuportável... para mim). E isso já é bom. Mas depois voltou a cair... também, o programa está num canal de cabo (a TBS). Mas até mesmo para a primeira emissão, teve umas audiências bem boas, para um canal não-generalista...

Agora o Conan voltou à TV. Três semanas depois de ter estreado nos EUA, o talk-show «Conan», que o próprio diz que deu esse nome ao programa «para não haver o risco de me substituírem» (uma indirecta ao caso polémico que se deu há uns meses e que fez com que ele tivesse retirado da TV por muito tempo, quase um ano) estreia em Portugal.

Hoje, às 21:00, na SIC Radical.

A ver.

domingo, 28 de novembro de 2010

A minha Avó

Não gosto de escrever coisas tristes, porque não tenho jeito para isso e também porque sempre que tento escrever uma, nunca fica com a intensidade que eu pretendia dar, ou da forma que eu queria que estivesse.

Mas hoje tinha de fazer isto.

A minha Avó (era a única...) faleceu no sábado. Hoje foi o funeral. No sábado à noite fomos a correr para Santo Tirso (que era onde a minha Avó estava), e chegámos lá, e ao ver a minha Avó ali, toda arranjada e sem vida, deitada na cama, fez-me chorar. E chorei muito, muito, muito. Ao princípio, quando a minha Mãe me deu a notícia, uma hora antes de irmos embora, entrei apenas em estado de choque, mas mais nada. Até pensei que me tinha tornado num insensível por não ter reagido mais. Essa reacção chegou quando a vi.

Depois, de ontem até hoje de manhã, foi o velório, em que se encontram pessoas que dizem «eh pá, já não te via desde que eras assim», e fazem um gesto com a mão a simular um indivíduo de tamanho pequeno. E muita gente disse-me várias vezes «agora é continuar» e etc etc etc. As coisas do costume. Eu sou o neto mais novo, é preciso dizer.

Voltei a chorar hoje, na missa do funeral, no final, quando o meu Pai pediu-me e à minha irmã para irmos ler. Eu fui ler um poema da autoria da minha Avó, intitulado «A vida». A minha irmã cantou um salmo que a minha Avó gostava. Aí é que me deu vontade de chorar. Depois, evaram o caixão da igreja até ao carro, em que eu segurei num dos lados, não conseguindo parar de chorar, e depois o caixão seguiu até ao cemitério. Não chorei mais depois de sair da igreja. Depois, recumprimentei as pessoas todas que tinha visto ontem, e tudo foi mais calmo, um almoço agradável, e cada um voltou para o seu lado.

Por um lado, a minha Avó está melhor assim. «Está descansada, agora» disse o meu Pai. Mas por outro, a minha Avó fazia parte daquela galeria de pessoas imortais. Mesmo já não estando neste mundo, eu continuo a pensar que está bem viva. É um bocado pieguinhas, mas é o que eu sinto.

E agora, resta agradecer a Avó que tive, que não há muitas como ela, e seguir o meu caminho não a esquecendo, pois como disse o Nicolau Breyner há uns dias numa entrevista, «a vida vale a pena, desde que se tenha memória». Memória de momentos, de coisas, e de pessoas!

Por isso eu digo: Obrigado Avó! (Abá, que era o nome carinhoso que lhe dávamos. Não sei qual a origem dessa alcunha, mas tratei-a sempre por Abá).

Sei que este post não ficou grande coisa, mas serve pelo menos para prestar homenagem à minha Avó.

Até sempre!

Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.
Tom Jobim

(este post está datado do dia 28, mas foi escrito hoje, dia 29. Ontem comecei a escrever um protótipo, mas depois o blogger fez o favor de ir abaixo e de apagar o post todo, quando o ia publicar. Hoje, refiz o post, e acho que, como já tudo passou, ficou um post muito melhor que o da primeira versão, que tinha sido escrito a meio dos acontecimentos.)

Sem comentários

Programa satírico «Contra-informação» acabou - Media - PUBLICO.PT

É uma pena... um dos programas mais antigos da TV portuguesa.

Leiam a notícia, que vale a pena...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Música calminha, mas dá que pensar...



Esta música é uma versão da tradicional melodia de Natal «Silent Night», por Simon and Garfunkel. Mas tem uma coisa que as outras versões não têm. Ouçam a voz de fundo. Se conseguirem perceber o que essa voz está a dizer, vale a pena ouvir. E faz pensar...´É uma voz que está como que a apresentar um pequeno noticiário. E então, com as imagens deste vídeo, a canção faz mais sentido. Vale a pena ouvir.

Ai os meus olhinhos!

Estou sem óculos.

A razão:

Outro dia estava a passear, com os óculos postos num bolso que estupidamente não tem fecho (tem uma entrada para um botão, mas esse botão é inexistente!). Mais tarde, atravessei a passadeira a correr, para apanhar o sinal verde (que aquela passadeira é matreira).

Algum tempo depois, já a andar mais calmamente, para aí a uns 50 metros de distância da passadeira, tacteio os bolsos a ver se está tudo. O bolso onde supostamente estariam os óculos está vazio.

Procuro pelos lados próximos, até que tenho um flash de que poderiam ter caído ao atravessar a passadeira.

Chego lá e estão os óculos. Ou o que restava deles. Sem uma lente, com as hastes viradas para os lados, e algo esmagado.

E isto já foi sexta-feira passada!

A ver se amanhã passo pelo oculista para ver se isto tem arranjo. Já vou lá tantas vezes para me apertarem as hastes, espero que agora também façam um bom serviço.

E também já ia mudar de lentes. As outras estão todas riscadas...

Ai ai ai... a ver se eu atino de vez!

Cabecinha de alho chocho, a minha!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cassetes! Ou Este post vai parecer uma edição da «Caderneta de cromos», só que com a diferença de ser pior!


Ah, a magia da fita magnética das velhas cassetes!

O desespero que era quando a cassete ficava presa dentro do gravador, e depois não se conseguia tirá-la!

Bem, lembrei-me de falar deste tema porque há dias ouvi uma edição da «Caderneta de cromos», famosa rubrica do Nuno Markl, sobre cassetes. E decidi deixar a minha história de vida sobre elas.

E vou-vos falari (o «i» é propositado) na minha relação com estas maravilhosas caixitas.

Quando eu era um moçito, venerava cassetes. De música e de vídeo. Lembro-me que tinha (e ainda tenho guardadas na arrecadação) uma colecção de cassetes de música, e numa estante enorme estão perto de 150 cassetes de vídeo.

Eu adorava pôr na aparelhagem preta que tinha no meu quarto o último sucesso dos «Patinhos» ou uma cassete qualquer de compilações, e ficava a ouvir, a ouvir, a ouvir. E começava a desesperar quando as cassetes começavam a dar mal (porque naquela aparelhagem muitas vezes as cassetes ficavam com um som um pouco diabólico e sinistro), e rapidamente tirava-a da máquina para não ouvir mais aquele som horrível. Mas depois punha outra vez, e continuava a ouvir.

E como a generalidade das crianças da minha geração, via e revia filmes em VHS. Papei os filmes todos da Disney milhões de vezes, assim como os do Tintin, do Dartacão, as tropelias do Bugs Bunny e mesmo os episódios da Pippi das meias altas (ok, momento embaraçoso... recordar gostos de infância... mas eu sou livre, ora essa! Expresso-me à vontade! Sei lá os vossos gostos... podem ser mais humilhantes que os meus!)

Ai... belos tempos (aliás, belos tempos nada! Prefiro ser como sou agora do que quando era um pirralho, mas era bonito ver aquele meu fascínio pelas cassetes...). E várias vezes o videogravador foi para arranjar (obrigado ao sr Jorge, marido da porteira cá do prédio, que deve ter ganho umas belas massas pelas múltiplas vezes que os meus pais foram lá pedir-lhe para que ele arranjasse o videogravador).

Um dia, fiquei desesperado quando apercebi-me que as cassetes estavam a começar a desaparecer. Veio o DVD. (música de suspense, género «Psycho»).

Eu costumava ir a casa de um amigo meu, que tinha uma larga colecção de DVD's, e ele sempre me fazia tremer como varas verdes com as suas visões apocalípticas anunciando o fim das caixas com fita. Eu, que que sentia um carinho tão especial pelas cassetes e tratava-as quase como bichos de estimação, tive medo que os meus amiguinhos desaparecessem para sempre.

Muitas foram as vezes que me revoltei contra o DVD, querendo mesmo fazer uma revolução que destruísse os DVD's da face da terra.

Hoje em dia eu sou adepto do DVD. Pelo preço tão barato e impensável a que chegou! (e que pode ser considerado como uma espécie de vingança sobre o VHS, do género «ahahah agora também não te safas!»)

Quando procurava a imagem para ilustrar este artigo e encontrei esta acima, vi que ela vinha de um post de um blog sobre as vantagens do DVD sobre o VHS. E lá dizem uma coisa que por acaso acho interessante. Na altura em que os DVD's começaram a sair, os VHS começaram a desaparecer quase forçosamente, para obrigar as pessoas a aderirem ao DVD. Foi o que senti na altura, que era uma verdadeira guerra e ditadura anti-VHS.E agora passa-se o mesmo com o Blu-ray.

Eu não vou trocar o Blu-ray pelo DVD, pelo menos nos próximos tempos! 'Tá bom que a diferença entre VHS e DVD é notável, mas a do Blu-ray não é suficiente para mim. Talvez, no dia em que eu seja obrigado mesmo a aderir ao Blu-ray, já inventaram outro formato mais xpto ainda.

E perguntam-se vocês, meninas e meninos: «E onde pára o teu leitor de VHS, ó Ruizinho?»

E eu respondo-vos: Está aqui no meu quarto. E depois de três ou quatro anos sem necessidade de ser arranjado, começou a dar sinais de envelhecimento, dando falhas por vezes quando está a reproduzir uma cassete. É que eu ainda a usava para gravar umas coisas, que achava interessante, e para mostrar relíquias caseiras da minha família, quando me pediam para passar os mesmos vídeos umas não-sei-quantas vezes.

Eu tenho uma fixação pelo caseirinho. Não com as cassetes, que sei que houve uma altura que gostei imenso, mas o DVD fascinou-me (por afinal ser muito acessível!), e na música, em que os CD's eram trinta mil vezes melhores (então com a aparelhagem que tenho na sala... uiuiui!), mas por exemplo com as televisões.

Eu prefiro televisões analógicas (como a grundig que tenho na sala, pesada como o caraças) às digitais. Acho a imagem mais definida, não sei. Mas quando tiver a minha casa, será impossível encontrar uma televisão fininha, e analógica...disse isto só para saberem. É claro que as digitais têm um som melhor, mas a imagem... parece-me pixelada...

Ah, e com o próprio cinema. Há uma mística em ir a cinemas antigos (como o King), em que antes de entrar na sala onde me vou sentar, consigo dar uma espreitadela na sala de projecções (bem, pelo menos na sala 2, que foi onde eu fui ver o «Capitalismo: uma história de amor»), e acho imensa piada às projecções à moda antiga, com as bobines. O cinema digital, bah, não tem a mesma piada, e nada tem a ver. Destrói tudo o que o cinema tem de giro... o gozo que dá ver quando é que aparecem riscos naquelas bobines, ou certas falhas deixadas passar pelas pessoas que deveriam tratar bem daquelas preciosidades...

Mas até mesmo com o vinil. Eu não sou grande fã do vinil, nem digo que é melhor ou pior que o CD, mas acho graça ao ritual de pôr o disco, colocar a agulha, e ouvir, e poder mudar as rotações (isso sim, tem muita graça... eheheh). Aliás, ápercebi-me da verdadeira magia do vinil quando uns tios meus puseram a tocar o disco do Simon & Garfunkel ao vivo em Central Park (e foi por isso que comecei a descobrir estes dois magníficos, que são dos meus músicos favoritos...).

Mas o VHS e as cassetes de música marcaram uma fase da minha vida.

Este post serviu para rebuscar memórias da minha infância há muito perdida no tempo. É bom recordar como eu me divertia com pequenas coisas, sem necessidade de playstations ou gameboys (porque os gameboys só apareceram mais tarde na minha vida, quando eu tinha 7/8 anos, e era um a preto e branco, o pocket, que tinha sido da minha irmã mais velha...)

Beijinhos para elas, abraços para eles,

Rui Alves de Sousa

CHEGOU!

Cá está.

O primeiro episódio, de um conjunto de dez, da segunda temporada do «Programa do Mal dizer».

Tão mal gravado como sempre.

Tão grande e chato como sempre.

São as razões para ouvir mais um episódio.

Vá lá! Só mais um!

Basta clicar aqui!

domingo, 21 de novembro de 2010

31!

E cá vai mais um capítulo do policial.

Que diz que sai à sexta mas que é raro isso acontecer.

Mas leiam lá este capítulo, que é (nada) interessante!

Caramba, tenho de (não) deixar esta mania das palavras com parênteses, para (não) dar um duplo sentido às frases!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 31

Entrámos na igreja, que estava quase cheia, e ao longe ouvia-se cânticos «à capella», algo inperceptíveis. Aquela igreja era das que são enormes, e que sempre que se fala faz uma espécie de eco. Quando nos sentámos, numa das últimas filas, o padre, de voz grossa e barba, começou a falar, e quase não se ouvia nada. Só quando ele ligou o microfone é que ficou audível. O caixão estava à frente do altar, com a parte de cima destapada.

-Irmãos - disse ele - estamos aqui para prestar homenagem a Rui Alves de Sousa, que deixou o nosso mundo há poucos dias. Estão aqui reunidos os familiares...

Quando o padre disse isto tentei dar uma espreitadela à primeira fila. Aí deveriam estar os familiares. Mais tarde iria falar com eles. Nós estávamos longe. quinze filas atrás.

-... os amigos, os colegas e alguns dos admiradores.

Tinha ouvido na «telefonia» que os fãs iriam fazer uma homenagem a seguir ao funeral.

-... Estão todos aqui para preservar a memória, que perdurará por muitos anos, e para prestar tributo a este falecido, que deixa saudades aos que cá ficam. Vamos então começar a celebração.

O padre abriu o livro que tinha na mão, abriu-o e começou a dizer as orações habituais de uma missa fúnebre. Mais tarde, perguntou se alguém quereria ler a leitura, e uma rapariga, que me parecia ser familiar, voluntariou-se para fazer isso. Leu a leitura, com algumas lágrimas a correrem-lhe pelos olhos. Depois leu a oração dos fiéis, e foi-se sentar. O padre leu o evangelho, e fez uma pequena homilia, que era praticamente a mesma coisa que tinha dito no princípio da missa. Que não iríamos esquecer o Rui, etc etc etc.

Depois ocorreram as coisas habituais de uma missa destas. Mais orações, uma comunhão, uma bênção, enfim...

Depois, a missa acabou.

-Agora - disse o padre - acompanhemos o corpo ao cemitério.

Mas disse aquilo de uma maneira tão natural... enfim, também já está habituado a fazer aquelas coisas. Depois, saiu do altar, o coro voltou a cantar «à capella», e foi ter com os familiares, mostrando-se verdadeiramente solidário com eles. Palpitava-me que ele conhecia o Rui. Disse à rapariga para não chorar, e eu continuei a tentar pensar quem era aquela rapariga, que me parecia conhecida.

Depois, o caixão foi levado por quatro senhores vestidos de preto e com ar solene (os senhores da funerária). O padre seguiu-os, e algumas caras conhecidas da turma, e alguns anónimos para mim fizeram o mesmo. Fui ter com os familiares, que tinham ficado atrás, a tentar acalmar a rapariga.

Aí, tive um flash, e lembrei-me de quem era a rapariga. Era a irmã do Rui. Uma delas, visto que eram três.

Depois lembrei-me do nome dela. Luísa. Era esse o nome. Era a segunda mais nova, visto que o Rui era o mais novo.

Na altura que fui ter com os familiares, decidi, por bom senso, não me pôr com grandes conversas. Esperei um pouco, pois estavam algumas pessoas à minha frente. Quando chegou a minha vez, apenas apresentei-me, dei os meus pêsames, e decidi deixar a conversa mais importante para depois.

E nessa altura reparei que me tinha esquecido do João e do Finório. Parece que eles tinham seguido a «procissão»... ok, este trocadilho foi muito mau, aliás, envolvendo uma pessoa morta. Pronto, seguiram os outros até ao cemitério! Saí da igreja, a ver se os encontrava.

Continua...

O senhor do adeus. Ou mais um comentário para juntar aos milhares que têm sido feitos sobre a morte de João Manuel Serra


Nunca me encontrei com este senhor. Pelo menos que me lembre. Talvez possa tê-lo visto e mal-educadamente tê-lo ignorado. Só soube da sua existência um dia depois de ter morrido.

Para quem não o conhece (depois de tanta divulgação na internet, e mais propriamente no facebook), este senhor costumava dizer adeus noite após noite aos carros que passavam na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. E aos domingos, ia ao cinema, e escrevia as suas impressões sobre os filmes que via neste blog.

Eu quando soube da existência desse blog, fui dar uma espreitadela. Além de reconhecer o aguçado espírito crítico que João Manuel Serra possuía, muitas mensagens de agradecimento ao homem que dias antes tinha partido deste mundo, dá-nos a perceber a importância que ele tinha. Movimentos no facebook foram feitos, e já querem erguer uma estátua ao senhor. As pessoas que com ele conviveram sentem mesmo a sua falta. E eu, mesmo nunca tendo estado com ele, sinto que faz falta haver pessoas assim.

Tenho respeito por este senhor, por ser sempre simpático e amigável para as pessoas a quem acenava ou que vinham ter com ele. Era um senhor que sabia dar boa-disposição e alegria. Era um homem que sabia viver, como li num dos tantos comentários que li nesse blog.

Talvez todos nós possamos ser senhores do adeus.

Sim, porque não?

(Aqui podem ler uma reportagem sobre ele do Diário de Notícias. Muito interessante.)

Magnífico!

É raro eu ver curtas metragens portuguesas, mas recebi esta por mail e surpreendeu-me.

Ora vejam:



Nuno Rocha está de parabéns com esta curta metragem de grande qualidade.
Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra, no
lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como
apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo.

OTÃ?

Ahahah, que trocadilho idiota com a sigla da NATO... OTAN em língua tuga.

E eu, se me desculparem a minha querida ignorância, pergunto-vos:

Esta cimeira serviu para alguma coisa?

É que eu não sou como aqueles que são anti-NATO, mas começo a questionar-me para que é que serviu esta cimeira. Se foi mais do que os presidentes de vários sítios do mundo estarem em desfile para os fãs.

Mas a sério, se alguém mais velho (ou não) puder explicar a esta pobre cabecita de adolescente anormal o que foi decidido na dita cimeira, queira fazer o favor de mo explicar.

E que não se zangue! Eu sou um pobre adolescente em fase de crescimento...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Post que nada contribui para a minha vida... É apenas uma espécie de desabafo...

Estou farto de tudo!
Farto da vida
Farto da morte
Farto de pensar nos enigmas da humanidade.
Farto de pensar
Farto de argumentar
Farto de sintetizar
Farto de problematizar
Farto de conceptualizar!
Estou farto de tudo e mais alguma coisa
Estou farto de ti, dele, dela, daquele palerma, daquele estafermo!
Estou farto da política
Estou farto da ganância
Estou farto do poder
Estou farto da avareza
Estou farto da riqueza
Estou farto da idiotice
Estou farto de mentiras
Estou farto de ilusões
Estou farto de coisas parvas
Estou farto de dramas
Estou farto de música pimba
Estou farto dos preços das coisas
Estou farto do preço da vida
Estou farto da desonestidade
Estou farto do passado
Estou farto do presente
Estou farto do futuro!
Estou farto de injustiças
Estou farto de chantagens
Estou farto de esquemas
Estou farto de raptos
Estou farto de contrabandos
Estou farto de criminosos
Estou farto de corruptos
Estou farto de maldades
Estou farto de atrocidades
Estou farto de atentados
Estou farto de queixosos
Estou farto dos que falam, falam, falam, e depois não os vejo a fazer nada
Estou farto deste país
Estou farto da justiça deste país
Estou farto de energúmenos
Estou farto de armadões
Estou farto de malcriadões
Estou farto de parvalhões!

ESTOU FARTO DISTO E DE MUITO MAIS!

Senhor, ESTOU FARTO!

(agora uma pequena explicação sobre este post. Esta lista de fartezas serve apenas para aliviar o criador deste blog. E também pela sua falta de criatividade e ainda algumas pessoas vão achar que este post é plágio. Também penso o mesmo. Esta lista não acaba aqui. Foram só as coisas que me lembrei no momento. E vocês? Não andam já um bocado fartos destas coisas?)

Good stuff...

2010 é um ano de grandes datas para Rui Veloso. É o ano em que se assinalam os seus 30 anos de carreira e, simultaneamente, 20 anos sobre a edição do álbum “Mingos & os Samurais”, um dos álbuns mais marcantes da carreira de Rui Veloso e da música portuguesa.
Em Maio de 1990, mesmo antes da edição do disco, Rui Veloso inicia em Lisboa a digressão “Mingos & os Samurais” no Campo Pequeno. Sala esgotada.
No início de Agosto desse ano chega, finalmente, às lojas o duplo-álbum “Mingos & os Samurais”, sendo a realização de um sonho antigo da dupla Rui Veloso/ Carlos Tê. O êxito é estrondoso: Platina no dia de edição; em pouco mais de quatro meses, chega às Sete Platinas! Mais: “Mingos & os Samurais” ocupa o 1º lugar do top durante 24 semanas! Os temas “Não há Estrelas no Céu” e “A Paixão (segundo Nicolau da Viola)” são os maiores êxitos desse ano.
Para celebrar a data, “Mingos & os Samurais” é reeditado numa edição de luxo (digipack) - Edição especial 20º aniversário que inclui o CD-duplo com o som remasterizado a que se junta um DVD-bónus inédito com o filme de um dos míticos concertos realizados no Coliseu dos Recreios em 1990, filmado pela RTP.
Um currículo inigualável que torna esta edição muito apetecível para os fãs e para muitos que viveram a edição do disco e assistiram aos concertos.

http://www.fnac.pt/Rui-Veloso-Mingos-et-Os-Samurais-Edicao-Especial-20º-Aniversario-2CD-DVD-sem-especificar/a330181?PID=6&Mn=-1&Mu=-13&Ra=-28&To=0&Nu=1&Fr=0

Really good stuff!

domingo, 14 de novembro de 2010

Queres ver que é o 30?

E chegamos ao capítulo 30 deste policial.

Eu penso que este policial irá ter ainda tantos capítulos como os de uma novela.

Para aí uns 150.

Não... estou a brincar, leitores ingénuos!

Vai até aos 300.

E com sorte!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 30


-E todo o resto da turma continuava envolvida?


-Maior parte. E os outros não me dava, e eles não se davam comigo.


-Epá! Que paranóia! - exclamei - Eu nunca percebi esta turma. A sério! Mais parecia uma versão escolar de uma novela qualquer. Então havia aquelas intrigas, as pessoas que não se falavam por não-se-sabe-porquê, as armadilhas que faziam uns aos outros... não percebo! E não percebo também como continuam assim uns macambúzios uns com os outros! Vocês são crianças, pá? Se calhar o Rui teve a ideia desse jantar para tentar pacificar as coisas... Até os que são amigos uns dos outros tentam-se destruir mutuamente! Cambada de doidos pá! E é este um dos motivos que me leva a pensar em resolver isto depressa! Para ver alguns da turma atrás das grades!


Aí uma pequena ideia veio-me à cabeça, mas segundos depois vi que não fazia nexo.

E o João permaneceu em silêncio, completamente mudo.


-Bom, mas agora queria saber se te afastaste dos outros? - perguntei-lhe.


-Basicamente por estar farto deles, e por ser anti-substâncias ilícitas.


-Está bom. E acaba de relatar a noite do jantar, se fazes favor.


-Bom, estava na partwe de falar com algumas pessoas não era? Pois bem, falei com algumas, mas essas «algumas» foi também só olá e adeus. Mais nada. Não sou muito de convívios. Depois, o jantar, que era agradável, foi uma quiche de legumes... o Rui devia andar com a mania dos vegetais. Acho que foi ele mesmo a fazer. Depois mais tarde o Rui morreu, eu fui-me embora para não me meter em sarilhos e pronto. Eia pá e o funeral é daqui a dez minutos...


-A sério?! Ainda vais?


-Bem, penso que sim. É aqui perto.


-Então eu vou contigo. Talvez encontre lá as pessoas que me falta interrogar.


-Mas, antes de irmos, não tens mais nada de relevante para contar?


-Nem por isso.


Deixei a gravação continuar, poderia acontecer qualquer coisa entretanto.


-Olha João, eu dou-te boleia. Trouxe o carro.


-Ah, ok, estava a pensar em fazer uma caminhada, mas vai ter que ficar para depois.


Depois, saímos da casa, o João foi dizer à sua mulher onde ia, e entrámos no carro.


-Finório - disse-lhe eu. - Este é o João. João, este é o Finório, o meu assistente.


Apresentações feitas, pusémo-nos a caminho para a igreja onde seria feito o funeral, que era mesmo muito perto de casa do João.


Ocorreu-me um pormenor, quando estávamos a ir.


-Ó João - perguntei - Qual é a tua profissão?


-Eu sou o director de uma empresa de management de artistas.


-Ah, está bem. E como soubeste do funeral do Rui?

-Ouvi hoje na televisão fazerem um pequeno apontamento sobre isso.

Chegámos à igreja, onde vimos, como é habitual num funeral, pessoas envergando vestimenta de cor preta. Mas além dos colegas da turma, os interrogados e os ainda não interrogados, que me pareciam que estavam lá todos, estavam pessoas que eu não conhecia, possivelmente fãs do Rui.

Quando estacionei o carro e saímos, depois do Finório ter andado à luta com o cinto de segurança, que não conseguia tirar, as pessoas estavam a entrar. Ia agora começar a missa do funeral.

Continua...

(esta parte é também ela pequenina. É para ganhar tempo para pensar melhor no resto da narrativa e estreuturá-la mesmo bem, para que não vos escape nenhum detalhe.)

Mais um capítulo atrasado, o 29.º

Uau!

O próximo é o 30!

Mas agora leiam o 29.º...

Porque senão não vão perceber nada do próximo!

É como no Harry Potta, ou lá como se chama!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 29

-A que horas chegaste a casa do Rui?

-Faltavam quinze minutos para as nove - respondeu-me ele´.

-E o que te lembras desse dia?

-Cheguei, falei com algumas pessoas...

-Algumas?

-Sim, algumas. Não sei se sabes, mas muitos dos nossos ex-colegas, eu cortei relações...

-Mas então porquê?

-É uma longa história. Foi no 10.º ano. Maior parte dos nossos ex-colegas, incluindo eu, e o Rui, foram para o mesmo liceu, acabada a estadia na outra escola. Se eu me lembro, tu foste para outro liceu...

-Sim, fui. Se queres que te diga, não me arrependi nada.

-Bom, se o dizes... E aí, nessa nova escola, as pessoas que faziam parte da turma foram mudando, e começaram a meter-se em certas coisas que me fizeram separar-me deles.

-Mas eles andavam metidos em quê? Drogas? Álcool?

-Bem, sim, mas... Olha, Nelo, eu vou-te contar isto, mas não quero que contes a mais ninguém! É altamente secreto, e se alguém sabe...

-OK, OK. Conta lá, então.

-É óbvio que eles andavam metidos nessas coisas, mas foram mais longe... de uns cigarros, que é o normal das pessoas dos liceus, passou para LSD, cocaína...

-Meu Deus! Quem é que fornecia esse material?

-Eram duas pessoas da antiga turma...

-Quem?

-Ai caramba, estou tão feitinho...

-Conta porra! - respondi-lhe agressivamente.

-Está bem, está bem! Eram a Ana e o Estevão!

Aí, a minha mente teve uma espécie de choque.

-O QUÊ?! A Ana e o Estevão?

-Sim, Nelo.

-A ANA? Nunca pensei! Como é que ela... Mas que grande revelação que me fizeste João! Safa... ainda bem que «abandonei» a turminha! E o Estevão... que agora é um político de fatinho e que fuma cachimbo... Ahah! Meu Deus! Isto é um clássico!

-Ai é? - perguntou o João, algo confuso.

-Sim. O Bush também era um homem um pouco rebeldinho, como o nosso caro Estevão, e tornou-se presidente dos EUA!

-Bem, mas não era rebelde para snifar cocaína ou «chutar» LSD...

-Chutar?

-Injectar.

-Ah - disse eu, continuando. - Claro que não, mas foi rebeldezinho também... não nesses aspectos, mas foi daquele típico americano, armado... em parvo.

-Está bem. - respondeu-me- Espero que te tenha ajudado.

-Calma aí, calma aí! Isto ainda não acabou! Quero que me acabes de responder a esta pergunta, e depois tenho mais para te fazer!

-Está bem, está bem. Vamos lá a despachar isto!

Mas que grande dado que tinha descoberto agora! Será que algo tinha a ver com a morte do Rui? Ainda falta muito para descobrir...

Continua...

E agora, a crítica ao filme do momento...

Afinal, ainda consegui vir aqui escrever hoje no blog!!!
E vou começar por fazer a crítica ao filme mais falado da actualidade.

Ou seja, «The social Network», ou na nossa língua, «A rede social».


(uma palavra sobre o cartaz. Esplêndido. Não sei porquê, gosto muito dele!)

Queria só, antes de mais nada, dizer uma coisa às pessoas que estão a pensar em ir ver este filme ao cinema.

Não entrem na sala com grandes expectativas do tamanho do mundo. Lá por os críticos e muita gente dizer que é uma obra-prima, não quer dizer que a vossa opinião será igual às desses indivíduos.

Foi o que aconteceu com a minha.

Já tinha metido na cabeça que o visionamento desta película iria ser uma coisa inesquecível...

E tenho de vos dizer que não foi.

Para quem não sabe, «A rede social» fala do facebook, mais propriamente do que andou metido na sua criação.

Fui vê-lo na passada quinta-feira, no cinema monumental do Saldanha, às 16h40. A sala estava quase vazia, que é uma coisa que eu gosto nos cinemas. Uma sala enorme, quase sem pessoal. E aquela sala era enorme!

(e na eventualidade do(a) caro(a) leitor(a) ser aquela pessoa que estava na fila à frente da minha, na sala de cinema, e que se irritou por eu e o meu grupinho estarmos a fazer barulho e que por isso mudou de lugar para umas filas à frente, parabéns. Teve a oportunidade de conhecer o rapazinho mais chatamente chato à face da Terra, e trocou essa felicidade de poder tirar a fotografia com um tanso, por um lugar onde não se ouvia o meu barulho (e o dos meus comparsas). Também, esse barulho acabou por desaparecer nos primeiros cinco minutos de filme. A sério, você perdeu a oportunidade da sua vida. Lamento.)

Adoro o slogan do poster do filme. Não se consegue ter 500 milhões de amigos (que é o número de utilizadores que o facebook tem, embora agora sejam mais uns quantos) sem se fazerem alguns inimigos...

O filme, sim senhora, está bem concebido, com um bom elenco (grande rapidez com que os actores dizem os seus diálogos!), um argumento bom e claro, uma óptima realização.

Mas para mim não chega para ser considerada uma obra-prima, porque acho que falta muita coisa neste filme. Acho que o argumento, mesmo sendo bom, falta-lhe alguma coisa. E certas partes são pouco exploradas, e outras demasiado. É uma boa experiência de cinema, é um grande filme, mas... não é dos melhores de sempre!

Mas é preciso voltar a repetir que o filme está bem conseguido. O filme consegue ter grandes momentos, e mistura também algum humor. E mesmo que digam que muito do que se diz no filme não tem a ver com a realidade, não deixa de ser uma boa história.

E além de podermos conhecer melhor a história (verídica ou não) por detrás dessa máquina de fazer milhões que é o facebook, podemos conhecer os erros que foram cometidos ao longo do seu processo de criação e as suas consequências, e o que foi mudando na vida das personagens principais, por causa deste site.

Mas não me vou estender demasiado, para quem não o viu, ainda.

Por último, gostava só de dar uma opinião sobre a comparação que estes críticos fazem deste filme com o clássico «Citizen Kane». É claro que, com temas como dinheiro e poder, até estes dois filmes têm as suas parecenças. Mas no «Citizen Kane», o protagonista, o magnata Charles Foster Kane tem, exactamente como diz o título em português desta fita, «O mundo a seus pés». Aqui, na «rede social», O Mark Zuckenberg, o criador do Facebook, tem... o mundo virtual a seus pés.

Mas acho que vale a pena ver este filme. Com certeza vai ser nomeado para os Óscares. Mas não considero este filme o melhor que já vi neste ano.

EDIT: Recebi um comentário (que podem ver em baixo) que me alertava sobre a qualidade da banda sonora do filme, que de facto é muito boa, e que eu tinha-me esquecido de fazer aqui um apontamento. É daqueles filmes que vale a pena ver também pela magnífica banda sonora, que termina com um tema dos Beatles do álbum «Magical Mistery Tour». Este é para mim, juntamente com «O escritor fantasma», o «Toy Story 3» e o «Inception», os filmes com a melhor banda sonora que já vi este ano.

Dou este filme a classificação de 8/10.

Fica aqui o trailer, para dar um cheirinho:


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Interrupção

O blog vai estar sem publicações este fim-de-semana.

Não vou poder ir à internet, vou estar fora.

Por isso, eu prometo prometo prometo PROMETO que na próxima segunda-feira, publico o capítulo da semana passada e o de hoje do policial (que já me anda a bombear os miolos há séculos), além de outros posts, entre os quais uma crítica grandinha (espero eu) ao filme «The social network», que ontem fui ver.

Portanto, até segunda-feira!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PMD!

Está quase a chegar...


Ah pois é...

E sabem porquê?

Porque decidi adiantar a estreia desta nova temporada do Programa do Mal-dizer duas semanas!

Por isso, a data de estreia será...

24 de Novembro!


Não percam!


E desta vez vou tentar mesmo pôr todos os programas a tempo e horas...


Vamos lá a ver...


O primeiro programa já está meio gravado, e o guião já está feito. Todos os outros episódios também já estão idealizados...


E já ando a pensar noutros projectos áudio... e vídeo também!


É questão de andarem atentos às novidades!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Noites tranquilas...

Clássico.

Sempre com o João Chaves.

Sempre que vou de viagem à noite, os meus Pais põem sempre na RFM, para ouvirmos música calminha, e a voz deste senhor, tão grossa e tão suave, a recitar textos para nos fazer manter calmos, quase por vezes nos fazem adormecer...

Eu gosto é do genérico. Até se ouvem golfinhos.

Gosto de imitar os golfinhos.

«Uiiiiiiim».

(Bem, aquilo parece-me serem golfinhos!)

E o barulho das ondas.

E depois «uououo»

E depois outra vez os golfinhos e as ondas, e depois um trompete, e depois lá vem o João, dizendo:

«Oceano... Pacífico»...

Repito, é um clássico da nossa rádio.

E desperdiçei um post para falar dele.

Sinto-me orgulhoso.

É um dos programas da minha vida.

Já o oceano Pacífico, o real, não é assim tão pacífico, tão calminho como as músicas que eles passam dos Guns & Roses, do Rui Veloso e dos Queen. Nem deve ter os golfinhos a fazerem aquele som!

É um nome que engana, mesmo.

O oceano pacífico é, digamos, um lobo com pele de cordeiro.

Hoje?

Depois de não-sei-quanto tempo no ar, vale a pena interrogar-me.

Valeu a pena a RTP2 fazer aquele aparato todo porque ia mudar o seu telejornal?

A resposta?

Não.

Ainda ficou pior.

É verdade!

Tentem ver uma dessas edições do «Hoje» (nome menos original de sempre...). Só gaffes, problemas técnicos, maus apresentadores, que muitas vezes não se apercebem do que estão a fazer, e reportagens mal montadas.

Preferia a edição antiga. Era melhor organizada.

Toda aquela publicidadezinha... e sai-me aquilo.

Ai esta malta da TV anda toda estranha...

E o povo que a vê também! Preferem ver a vida de uma cambada de parolos dentro de uma casa fechada do que coisas mais interessantes, do que conviver, etc e tal.

Talvez essas pessoas têm uma vida fantástica, para não se terem de preocupar com ela e só com as dos outros.

Rico país, sim senhor...

E já agora, vale a pena pensar nisto.

Música

Queria falar-vos sobre música. O que ela significa para mim e quais os meus gostos musicais (duas pessoas que conheço acham a expressão «gostos musicais» um pouco anormal. Eu não acho, e por isso escrevi-a de propósito para os enervar. Para que aprendam!).

Num Programa do Mal-dizer já tinha falado deste tema, mas, lá está, só tinha... mal-dito sobre ele. Sobre certos «artistas» e afins... Ouçam-no, que talvez a vossa mente fique completamente perturbada para sempre (ou não). Para exercerem o acto de descarregar o episódio referido, para mais tarde poder escutá-lo quando lhe der na gana, e fazer o criador de toda esta parafernália ficar com mais 0,0000001% na sua percentagem de felicidade (é muito baixinha, mesmo), basta clicar aqui!!!

Mas aqui quero dar uma opinião pessoal e positiva (e talvez algo polémica) sobre a música.

Não saiam dos vossos assentos,vai começar MAIS UMA CRÓNICA MIRABOLANTE DE RUI ALVES DE SOUSA!!!

(música do género dos filmes épicos)

Muito bom dia, muito boa tarde, ou muito boa noite, segundo a hora que me estiverem a ler. Eu sou o Rui Alves de Sousa e sejam bem-vindos a mais uma crónica mirabolante de Rui Alves de Sousa, eu mesmo.

Hoje gostava de vos falar de música.

Ai, a música... conjuntos de notas dispostas de uma forma que façam uma melodia agradável aos meus ouvidinhos...

Quer dizer, nem todas, está visto. Há muito «artista» que anda por aí que até me apetece VOMITAR só de ouvir o seu nome (exemplos: não os vou dar... isto fica tudo sujo e depois quem é que limpa, hmm?), mas eu gosto que as pessoas saibam que eu sou muito variado. De todos os géneros gosto, alguns menos, outros mais. Desde o mais «rockeiro» ao mais patético. Mas as minhas preferências vão para o rock, a pop, o jazz e o blues. Os únicos géneros que não suporto mesmo (nem uma música sequer) é pop daquele mais foleirinho (como os cantorezinhos da Disney, a Ana Montanha, os Irmãos Jonas, e outro fenómeno, que é o Justin Bibi), heavy metal e toda a música que me dá gosto de dizer «BLHAC», num tom alto e numa maravilhosa estereofonia.

Há vezes que as pessoas me vêem a ouvir certa banda ou certa música, e ficam com uma ideia dos meus gostos. Estão perfeitamente enganadas, pá! Ao menos vejam o meu facebook, para verem a variedade de bandas e artistas que lá estão nos meus «likes»! Tá?

Não gosto de música só pela letra ou só pela melodia. É a junção das duas. Porque há músicas com letra excelente, mas a melodia não fica no ouvido, ou então a melodia é boa, mas a letra bah (sim, como as ovelhas fazem. Bah)...

Gosto de músicas com «sumo» (e do bom, hein? 100% natural... sem corantes nem conservantes!), inteligentes, coerentes, divertidas, sentidas, harmoniosas, calmas (Lá está, o «Oceano Pacífico»...) que dêem gosto de ouvir e que nos dêem vontade de cantar, saltar, pular, fazer coreografias, fazermos um figurão (ou não, como na maior parte dos casos), e que nos motivem a fazer certas coisas, ou a não desistir. É esse o grande «Power of the music»!

Não gosto das músicas por estarem na moda. É mesmo por «Ai e tal gostei desta! E daquela também! Olha aquela, tão ternurenta!». É estranho na adolescência, a maior parte das pessoas gostar da mesma banda. Será que é por gosto próprio, ou é por influência de uma moda? Filosofias da vida... Mas JÁ BASTA! Filosofia só nas aulas e acabou!

E não gosto nada de pessoas, que até têm uns gostos musicais muito simplistas, me vire a dizer que eu sou estranho musicalmente. Tá bem tá, filhos! Ora! Fico tão irritado quando situações destas ocorrem...

Artistas favoritos... ahah esta é boa! São muitos, muitos mesmo. Mas os que tenho mais no coração são uns que são mais antigos (lá está, por isso há quem pense que eu só ouça coisas do tempo dos meus Pais... é gente inculta, mesmo!), e que são (aposto que vão adivinhar...) os Queen, os Beatles, Simon & Garfunkel, Bruce Springsteen, Rui Veloso, Xutos e Pontapés, GNR... por agora são destes que me lembro.

Finalizando, música, para mim, é... MÚSICA!

E é tudo, pelo menos neste post.

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life
Se o nosso amor findar
Só me ouvirás cantar
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life.

(tinha de ser, tinha de ser. Tinha de pôr aqui uma referência ao Cid!!! Sim, acho piada a esse grande artista, e depois pá? Era só para pôr a linha com o «adeus» em várias línguas, mas achei que ficava mais giro pôr o refrão todo.)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O vigésimo oitavo, com já muitos dias de atraso, uma semana e quatro dias, para sermos mais precisos...

E eis que chega mais um capítulo, novamente atrasado, do policial.

Logo, postarei o outro que falta, desta sexta-feira.

Para já contentem-se com este, está bom?

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 28

-Quem é a próxima... vítima? - inquiri ao meu assistente.

-É um João... João... hã, qualquer coisa... Não consigo ler! É muito complicado!

-Ah, é o João Petrovresky. Não é muito difícil de dizer.

-Mas por que raio este tem um nome tão esquisito?

A esta pergunta, respondi-lhe isto.

-Ora, meu caro Finório, para uma pergunta idiota, acho que merece uma resposta idiota. Porque não tentas usar a arte da dedução para resolver esse teu «enigma»?

-Hmm. - Respondeu ele, um pouco confuso. - Está bem, chefe.

-Vá, eu vou-te ajudar. Isto é apenas uma questão de se possuir alguma inteligência, meu caro amigo. Ora, vamos lá a ver, o Pai dele é originário da Rússia, e ele veio para Portugal, onde conheceu uma senhora portuguesa. Casaram-se, e tiveram o filho, e se não me engano, mais tarde, tiveram outro. Portanto, meu caro Finório, podemos concluir que...

Silêncio.

-Oh, vá lá, pá! É tão fácil! Podemos concluir que o apelido Petrovresky vem do lado...

-Ah, já sei! É do lado do Pai!!!

-Muito bem! Iupi! Palminhas para o Finório, que hoje aprendeu uma coisa nova! Queres um rebuçado?

-Ah, se o chefe tivesse aí, não recusava.

Não percebeu a minha ironia... que falta de inteligência! Às vezes até fico com náuseas!

-Ó Finório, eu estava a ironizar! Tens de estar mais atento às coisas!!!

-Hmm, está bem.

-Bom, estamos agora quase a chegar a casa do João.

-Chefe, eu prefiro ficar no carro. Quero pensar numas coisas.

-Ah, está bem.

Saí do carro, deixando a chave na ignição, e observei que À minha frente se situava uma moradia, que estava tapada por uma grade verde gigante. Toquei três vezes à campainha. Logo fui atendido, e a porta abriu-se automaticamente. Pude ver que a moradia afinal não era tão grande como vista de fora, com a grade a cobrir, e que era de cor branca. Uma mulher saiu pelas traseiras e veio ter comigo, usando um avental.

-Senhor Nelo, o João está lá dentro. Pode entrar.

-Obrigado.

Conduziu-me à sala, onde um homem sentado num sofá, de perna cruzada, lia um jornal de economia.

-João, está aqui o tal Nelo.

-Ah, sim, sim! - disse ele, levantando-se do sofá em minha direcção. - Nelo! Há quanto tempo! Já passaram tantos anos, pá... 'Tás igual!

-Eheh, obrigado, tu também - respondi-lhe, enquanto dávamos um caloroso aperto de mão.

-E o que te traz por cá? - perguntou-me.

E aí expliquei-lhe as minhas intenções, das perguntas que lhe iria fazer.

-Ah, claro que sim. Aliás, até tenho a tarde toda livre hoje!

Continuava simpático como sempre, o João.

-Vamos então começar - disse eu, sentando-me num ilustre sofá verde, ao mesmo tempo que punha no «ON» o meu velho amiguinho gravador de bolso.

Continua...