terça-feira, 21 de março de 2017

À Beira do Abismo... e Jorge Coelho!


JORGE COELHO é um ilustre talento da BD portuguesa que dá cartas no país e lá fora, já que é muito requisitado noutros países (fez trabalhos para a Image e a Marvel, por exemplo). Aqui conversa-se sobre o seu trabalho, a BD em geral e outros temas em particular. E o inspector Sax aproveita para regressar, explicar o motivo do seu súbito desaparecimento, e as novas aventuras que se seguiram.


terça-feira, 7 de março de 2017

Brincar aos nacionalismos



Nos últimos dias, a faculdade onde me licenciei tem feito correr rios de tinta bastante contraditórios a seu respeito. Ao que parece, era para haver uma conferência muito suspeita sobre portugalidade, e o pessoal responsável pela organização de tal evento decidiu cancelá-lo, depois dos vários protestos obtidos no meio universitário. Outras questões pertinentes a colocar também seriam "Mas então quem é que achou inteligente dar o primeiro OK para a realização disto, antes da polémica se ter instalado?", e "Porque é que só com o protesto dos estudantes é que o director fez qualquer coisa?", mas não é sobre isso que me quero debruçar nas próximas linhas.

Eu cá não sou de intrigas, e política não é coisa que costuma parar a estes recantos. Mas toda esta situação parece-me ser uma enorme faca de dois gumes bastante delicados que lidam com coisas ainda mais antigas: 

- por um lado, compreendo a posição de quem diz que impedir um evento destes é algo que vai contra à pluralidade de opiniões e etc, por mais estúpidas ou anti-democráticas que sejam. 

- por outro: no final da II Guerra Mundial procedeu-se a uma desnazificação da população alemã e dos territórios conquistados pelos nazis. Ninguém considerou que acabar com o mal do regime fosse um "ataque à democracia". O que mudou para que agora se considere "dar tempo de antena" a movimentos de extrema direita como "liberdade de expressão"? Impedir e matar esses movimentos nacionalistas (que utilizam a palavra "democracia" para pedirem a compreensão da opinião pública, quando essa palavra não consta nunca do seu dicionário ideológico) não será, antes, uma coisa essencial para mantermos a nossa liberdade? Ou teremos de permitir, daqui a uns tempos, paradas alegremente hitlerianas (que, espero eu, tenham sempre o mesmo final estrondosamente ridículo daquela que acontece no «Blues Brothers») a circularem os seus discursos de ódio no meio da rua?

Eu, como grande aprendiz de justiceiro da sociedade, pendo mais para me fiar no segundo gume. E volto a sublinhar que compreendo quem afirma que está aqui um ataque à democracia e/ou à direita (e o Observador, claro, aproveitou isto para fazer deste o seu ganha pão clickbaitiano por umas horas). Mas meus queridos, permitir que vários grupos ideológicos discutam entre si numa faculdade não é a mesma coisa que tratar o nacionalismo com pézinhos de lã e dizer que tal coisa autoritária e anti-pluralidade opinativa pode ter o mesmo lugar e representação no meio de outros movimentos que, por mais diferentes que sejam, têm em comum a democracia. Creio que existe uma grande diferença entre uma conferência organizada pelo CDS sobre os 100 anos das aparições, e uma leitura pública do «Mein Kampf» pelo dirigente do PNR. São dois exageros, sim, mas que poderão suscitar umas ideias interessantes.

sábado, 4 de março de 2017

À Beira do Abismo... e Stefano Savio!


E o convidado do 5.º programa é STEFANO SAVIO, director da Festa do Cinema Italiano, que começará a sua 10.ª edição a 5 de Abril. Falaremos deste e outros festivais, e vários filmes serão citados e discutidos. E o inspector Sax não poderá continuar o relato das suas intrépidas aventuras, porque se encontra noutra investigação num lugar longínquo. 

(foto de Joana Linda)


quinta-feira, 2 de março de 2017

Bang! Bang!


Como contar a história de um psicopata de uma forma alegre e divertida, transformando acontecimentos trágicos em coisas fofinhas. Não parece, mas é o que está escondido na letra desta belíssima pérola, escondida entre tantas outras pequenas obras primas incluídas num belíssimo disco dos Beatles («Abbey Road»). Os Beatles também tinham o seu lado de "humor negro", e redescobrir de vez em quando os nossos heróis de sempre faz com que nos apaixonemos de outra forma por algumas cantigas.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

À Beira do Abismo... e Jonathan Rosenbaum!


JONATHAN ROSENBAUM foi crítico de cinema do Chicago Reader, e continua em intensa actividade, entre várias colaborações e iniciativas ligadas à crítica e à teoria dessa arte. Esteve em Portugal para apresentar, na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, um pequeno ciclo de filmes realizados por Eric Von Stroheim. Nesta emissão falou-se da obra desse cineasta "maldito" e de outras temáticas, como o amor que Donald Trump nutre por Citizen Kane. E o Inspector Sax regressa para dar notícias surpreendentes!
 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

À Beira do Abismo... e Catarina Mourão!


CATARINA MOURÃO, realizadora do documentário "A Toca do Lobo" (disponível em DVD numa edição da Alambique) é a convidada deste programa. Uma conversa que gira à volta dos temas principais do filme e onde vamos conhecer um pouco dos "bastidores" da sua produção. Antes e depois disto, o Inspector Sax dará notícias sobre a desastrosa investigação, mas sem a sua voz característica.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

À Beira do Abismo... e João Monteiro!


JOÃO MONTEIRO é o convidado do segundo episódio. É um dos principais responsáveis pelo MOTELx Festival Internacional De Cinema De Lisboa, e recentemente realizou o documentário Nos Interstícios da Realidade ou O Cinema de António de Macedo. Estes são os dois grandes temas da conversa do programa, onde há espaço para momentos de reflexão e alguma galhofa. Nos entretantos, o Inspector Sax diz coisas e encontra uma pista que poderá (ou não) ser fundamental para descobrir a chave do crime. É o segundo episódio de À BEIRA DO ABISMO, que podem ouvir aqui em baixo.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O melhor da BD em 2016


Uma listinha que fiz para a Máquina de Escrever (site que tem agora 2 anos de vida!), com 10 títulos incontornáveis da BD publicados em terras lusas no ano que agora findou. Podem ler tudo aqui.

sábado, 7 de janeiro de 2017

À Beira do Abismo... e Antonio Altarriba!


ANTONIO ALTARRIBA é o convidado do programa de estreia. O escritor espanhol trabalhou vários géneros literários, mas é na Banda Desenhada que se centra esta conversa, gravada na AMADORA BD. Do autor, estão publicados em Portugal o díptico genial "A Arte de Voar"/"A Asa Quebrada" (Levoir), que são o destaque principal do programa, e "Eu Assassino" (Arte de Autor). Falou-se sobre as histórias reais que originaram as suas BDs mais conhecidas e do contacto do público português com a obra do autor. Não vão precisar de legendas porque a entrevista é 100% compreensível, com ou sem conhecimentos de portinhol. Nos entretantos, o Inspector Sax tece alguns comentários. É o episódio de estreia de À BEIRA DO ABISMO, que podem ouvir aqui em baixo.


sábado, 31 de dezembro de 2016

As 20 Coisas Mais Incríveis De 2016

Eis uma série de items variados que constituem uma espécie de agregado do que de melhor vi, li, ouvi, experienciei, e eteceteras, neste ano que finda. Por aqui o critério é outro do das listas normais de fim de ano que por aí abundam: nenhum. Entre filmes, livros, séries, sessões de cinema e teatro e outros bonbons, preparem-se para um festival de aleatoriedade, sem restrições de quantidade (o número de itens foi aumentando à medida que me lembrava de acrescentar mais coisas - e por este andar, no momento em que este post sair, já me lembraria de mais umas quantas para acrescentar) ou condicionalismos de "maior ou menor relevância/importância":


1. - Colecção Vampiro - The Next Generation. Uma das grandes operações do mercado editorial português passou pela revisitação desta marca lendária. Começando com quatro grandes policiais (que já tive oportunidade de ler, ora pois!), a Vampiro veio para ficar (espero eu!). Começaram já a repetir autores (o quinto, sexto e sétimo volumes - o último a sair em janeiro - são prova disso), mas há muito para fazer e grandes obras deste género para descobrir. Com alguns dos títulos mais sonantes da colecção antiga a pertencerem, agora, a outras editoras, vale a pena que esta nova série alargue os horizontes e não repita esse vício de antigamente, de se centrar sempre nos mesmos... mas para já, está tudo impecável, e foi uma grande surpresa esta ressurreição. Venham muitos - e, se possível, que a Argonauta volte também às livrarias!


2. - A nova vida dos discos de vinil. Já me tinha apercebido do regresso (que por vezes se confunde com moda) do vinil, mas só em 2016 pude testemunhar e ficar realmente fã deste formato. Não é só porque "fica fixe" dizer que se tem discos de vinil, mas porque todo o ritual, as capas em tamanho grande, e o prazer que o formato proporciona... são coisas insubstituíveis! E neste tempo em que andamos sempre a correr e conectados em todo o lado a toda a hora, sabe tão bem desligar o cérebro e concentrar os nossos ouvidos no disco que está a tocar. Pena que ainda seja um formato algo dispendioso - mas nas lojas de usados encontrei verdadeiras pechinchas, como a maior relíquia da minha micro-colecção: a edição portuguesa do mítico "The Last Waltz" em 3 disquinhos, com quase 40 anos e com um som impecável!



3. - Regressar às aventuras de Corto Maltese. Soube tão bem recordar o génio de Hugo Pratt e obras-primas da BD (e, porque não dizê-lo? Da Literatura, ponto!) como A Balada Do Mar Salgado e A Casa Dourada De Samarcanda, e partir até à descoberta de outras histórias, distantes dos títulos mais célebres. E já tenho aqui mais alguns guardados para 2017, mais a biografia de Pratt, traduzida para Portugal pela Relógio D'Água!


4. - Sessões espectaculares de cinema no ecrã grande, com aqueles filmões que podem mudar uma vida. Houve também uma série deles vistos em casa, mas nunca vou esquecer o impacto de contemplar obras primas nas condições apropriadas. Nesse núcleo encontram-se títulos como How Green Was My Valley, A Place In The Sun, Tea And Sympathy, Una Giornata Particolare e Heaven's Gate. Ah, menção especial também para One More Time With Feeling, o assombroso documentário sobre Nick Cave, The Childhood Of A Leader, o meu filme preferido de 2016, e que é daqueles escassos filmes modernos que é feito para uma sala de fitas e não para o tablet.


5. - Tempo Para Amar E Tempo Para Morrer foi o romance que mais me marcou em 2016. Não li tantos quanto gostaria, mas este livro de Erich Maria Remarque (de quem admiro também a obra A Oeste Nada De Novo) vale por muitos. E o filme é também belíssimo - a única diferença é que o livro é mais cru e emocionante, tanto no relato da história de amor provocada pelos horrores da guerra, tanto pela composição da tragédia bélica que rodeia as personagens e o protagonista em particular. Diria que é um must para qualquer ser humano, indispensável em todas as bibliotecas domésticas.


6. - Twin Peaks de fio a pavio. Uma falha final e gloriosamente corrigida, na espantosa edição em bluray com tudo e mais alguma coisa sobre esta magnífica série. Foi rever a primeira temporada e descobrir todos os segredos da segunda e do filme que, aparentemente, "encerrava" este universo. Mas já estou em agonia por nunca maisa estrear o tão aguardado comeback (está quase!).


7. - A colecção de Novelas Gráficas da LEVOIR e o risorgimento das grandes edições em BD, num trabalho que prolongou em grande os caminhos traçados por colecções (e anos) anteriores. Foi algo extraordinário ver V De Vingança, Daytripper, A Asa Quebrada ou A Garagem Hermética disponíveis nas bancas a um preço tão bom. Vale a pena salientar também mais uma colecção de histórias da DC (não sou grande conhecedor mas, de qualquer maneira, não resisti a levar alguns tomos para casa), o imperdível Batman Noir e a impecável edição portuguesa de Watchmen, lançada também pela LEVOIR (mais cara, mas igualmente imprescindível em qualquer estante), e os trabalhos de outras editoras, como a Devir, a Polvo (O Pugilista, de 2015 mas lida este ano, é uma novela gráfica excecional), a G-Floy (mega polegar para cima com Má Raça, os dois últimos volumes de Fatale e o épico Miracleman!) e a Tinta Da China (que lançou Os Vampiros, nova obra de Filipe Melo e Juan Cavia, e que é a minha BD portuguesa - e a BD de 2016 - preferida do ano). Para acabar de vez com o estigma da BD como "coisa de crianças"...


8. - Isto. Palavras para quê?



9. - "Hi doggie!" Ou: The Room e restantes sessões de culto. A iniciativa é do Filipe Melo, que numa quarta-feira de cada mês apresenta um filme especial no Nimas. Até agora houve Tommy Wiseau (e dos momentos mais hilariantes que já presenciei numa sala de cinema, muito por culpa da assistência), Jodorowsky e Dante. Para Janeiro já está marcado com Polanski e o seu Fearless Vampire Killers. O Filipe faz de cada sessão um momento inesquecível, com jogos ou com a presença de pessoas interessantes (na sessão de Dezembro, com o Gremlins, houve um Q&A com o Zach Galligan, protagonista do filme). Vale mesmo a pena seguir este ciclo mensal, pelos filmes e tudo o resto!


10. - O novo disco do Samuel Úria e o concerto de apresentação. É o meu disco preferido de 2016, mesmo que tantas coisas belas tenham surgido este ano. Carga De Ombro não me sai da cabeça desde o momento em que o descobri, e já foram muitas as audições em loop de todo o alinhamento. Onze formidáveis canções, apresentadas num concerto igualmente formidável no São Luiz. Das boas memórias musicais de 2016 que vou guardar por muito tempo.


11. - Redescobrir o jardim do Campo Grande e o jardim da Estrela. E agora algo completamente diferente (porque eu também gosto de sair de casa): 2016 foi um ano de grandes passeios, e foi bom ver uma das zonas da minha infância revitalizada desta forma, cheia de gente e com coisas tão bonitas para ver. Entre ler um livro junto ao lago ou fazer um passeio nos míticos barquinhos, o jardim do Campo Grande é um paraíso em Lisboa a visitar regularmente e que "ressuscitou", depois de um longo período de degradação de parte do espaço. Já o jardim da Estrela está igual ao que sempre foi: maravilhoso!


12. - Ascensão e queda do físico. Com o crescimento do streaming crescem as oportunidades de encontrar pechinchas nos mercados do DVD e Blu-ray. Muitas coisas boas encontradas em Portugal e nas black-fridays do estrangeiro, onde encontrei filmes a um quarto do preço das "promoções" feitas para essa sexta-feira cá em Portugal. Preços que se podem caracterizar como da uva mijona. É na hora da morte que estes formatos começam a ter preços mesmo acessíveis. Isto é: mais lá fora do que cá, onde se continua a tentar vender gato por lebre e a cobrar quantias exageradíssimas por quase tudo...


13. - O disco e concerto do Rodrigo Leão e Scott Matthew. Life Is Long é outra das jóias tugas de 2016 que muito apreciei, um belíssimo disco de ponta a ponta. A colaboração entre estes 2 exímios artistas devia continuar em mais uns quantos trabalhos! E o concerto no Coliseu de Lisboa é outra daquelas memórias que vão ficar bem arquivadas na minha mente.


14. - A quinta temporada de Louie. Sim, apanhei isto com um ano de atraso, mas como sempre valeu a pena. Reencontrar Louis C.K. e as suas idiossincrasias já é uma tradição, apesar do ritmo irregular de produção (não sabemos quando ele decidirá voltar com novos episódios). Cada capítulo é imprevisível: entre drama e comédia, o autor aproveita para experimentar vários estilos, sendo esta para mim uma das séries mais originais da TV, e que me surpreende sempre: o Louie poderia ser um grande cineasta (e fez um filme, meio obscuro, que disponibilizou recentemente no seu site). Volta quando quiseres Louie, quer seja com 8 ou 28 episódios!


15. - Um espectáculo de homenagem a Agatha Christie e às suas Dez Figuras Negras (spoiler alert: esta "peça" poderá revelar detalhes importantes sobre essa famosa história), Mistério No Teatro é uma peça interactiva, que me levou a descobrir os recantos do São Jorge para encontrar a solução do caso. Uma das experiências mais divertidas de 2016, e um espectáculo bom a um preço bem acessível!


16. - Tive a oportunidade de contemplar o melhor filme português ever made. Chama-se 1.ª vez 16 mm e é, em poucas palavras, uma pérola. Um festival de nonsense acidental, um filme que poderia ser de culto se tratássemos bem o nosso cinema. Rui Goulart é um dos nossos mavericks, mas este filme é indescritivelmente tosco e hilariante. É daqueles filmes tão errados em tudo que merecem ser vistos e adorados. Querem provas? Vejam isto.


17. - Jorge Palma a solo. Nos 25 anos do álbum Só, uma das minhas maiores referências musicais, o artista preparou uma série de concertos especiais. Estive no primeiro de todos, no CCB, e foi lindo. Tocou o álbum todo e depois vieram Beethoven, Cohen, outros êxitos seus e uma amostra do novo disco que está para chegar.. uma noite emocionante que mostra como o artista não está "acabado", como muitos gostam de maldizer, e que ainda tem muito para nos dar. Bravo!



18. - O Pato Selvagem no D. Maria II. Uma peça excecional de Ibsen com um elenco igualmente excecional. Foi a minha peça preferida de 2016, num ano riquíssimo para o teatro português. Outras boas memórias do teatro deste ano: O Rio na Politécnica e Constelações no Teatro Aberto (foto: Filipe Ferreira).


19 - Allo Allo do princípio ao fim. Nunca tinha conseguido ver toda a série para além das três primeiras temporadas, e graças à reposição na RTP Memória pude colmatar essa falha há muito adiada. Chamem-lhe humor brejeiro ou de "trocadalhos", ou o que quiserem, mas é inesquecível, mesmo quando começa a ser mais cansativo e a perder o gás lá para o último terço de episódios. Vale sempre a pena ver, nem que seja para ouvir os famosos bordões.



20. - 100 Moondog no Maria Matos. Com este espectáculo descobri um autor de quem nunca tinha ouvido falar. A minha deficiente cultura musical ficou um bocadinho melhor graças a este belo concerto, e agora Moondog já faz parte da minha "lista" de centenas de referências musicais, para ouvir hoje e sempre. E era bom que o João Lobo, o Filipe Melo e os restantes músicos partissem numa digressão e fossem mostrar a obra do compositor a todo o país!