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Rebeldes com causas

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Pretty in Pink foi escrito por John Hughes e, apesar de não contar com a sua presença na realização, é um filme que, por ser tão próximo do seu estilo e da sua linguagem, lhe é várias vezes creditado nesse campo, algo que é realmente errado, sim, mas não totalmente descabido.
Não se trata de um erro qualquer, de uma simples troca de nomes entre um realizador mais conhecido do que o outro, até porque Howard Deutch parece simplesmente cumprir esse papel de mediador entre a escrita de Hughes e o que ficou filmado. Diríamos, até, que durante as tantas semanas de rodagem, o corpo de Deutch foi possuído pelo espírito de Hughes, que levou a sua avante assinando, no fim, com outro nome.

É claro que a última frase não passa de um enorme disparate, até porque Hughes deveria ter mais que fazer do que cirandar entre outras almas no plano do sobrenatural. Todavia, o erro, como eu estava a dizer, justifica-se por Pretty in Pink ser um filme 100% Hughes. Por isso, podemos apontar a razão mais natura…

Um pirata dos anos 80

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Matthew Broderick é um miúdo viciado na “alta tecnologia” dos anos 80, que começa a hackear alguns computadores que lhe dão jeito: o da escola, para alterar uma nota negativa; uma agência de viagens, para comprar bilhetes sem ter de tirar um tostão do bolso… e, por acidente, o sistema informático de um centro militar! Com pequenos gestos ele pode, a partir de agora, provocar grandes alterações em sistemas informáticos diversos, e graças a isso, surgirão algumas consequências menos boas. É esta a base de um dos filmes-chave do pânico nuclear dos anos 80 por excelência, ou como lhe gosto de chamar, com muita prosápia (mas pouquíssima - ou nenhumíssima - credibilidade), o Dr. Strangelovepara a era do boom dos teen-movies e dos Arcades.
Numa época em que a internet não era mais do que uma coisa restrita aos grupos do poder - o que motivava ainda mais a entrada clandestina de alguns hackers mais ou menos experientes - John Badham lança WarGames, filme tão intrinsecamente ligado à sua époc…

O abismo voltou

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À BEIRA DO ABISMO voltou há umas semanas e irá bombar como nunca, tanto no plano ficcional do programa como no das entrevistas. 
Ontem passei por aqui e pseudo-deprimi com o decréscimo gigantesco do número de posts nos últimos dois anos. Por isso, e como quero recuperar alguma da essência deste blog, e que o mesmo não continue a ser um repositório de links de coisas que faço noutros sítios (que ocupam mais de 70% do pouco que por aqui se postou desde 2015 - e perco mais tempo a partilhar coisas do que efectivamente a fazê-las), fica aqui a dica: do vosso lado esquerdo encontram uma imagem, exactamente igual a esta, onde poderão clicar e encontrar todas os novos episódios do meu podcast. Já saíram três, este fim de semana sai mais um, e assim sucessivamente de quinze em quinze dias. Gracias!

Politiquices correctas

Meus caros, só para que saibam (porque parece que continuamos a bater no fundo nesta questão), há dois tipos de "Politicamente Correcto" - expressão que, por si só, não faz jus a uma coisa que é muito importante nestes tempos estranhos que estamos a viver: a boa interpretação dos dizeres alheios. 
Um deles é, lá está, verdadeiramente correcto e, creio, necessário. 
O outro é apenas fanatismo ignóbil. 
Há ainda aqui uma terceira categoria nesta questão: a do uso manipulado do "Politicamente Correcto", como um mecanismo para que pessoas preconceituosas utilizem a sua ignorância como uma arma. Esta situação também pode ser designada como uma espécie de vilania que anda a pairar pelo mundo e a ganhar cada vez mais espaço mediático. 
Não vale a pena confundir as três coisas. É perigoso, até (pelo menos é o que dizem!) 
Vejamos o exemplo, tendo em conta a seguinte situação, fora da nossa realidade (porque assim talvez alguns percebam melhor o problema), e as 3 alternati…

100% algodão

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Inventar e desenhar uma banda desenhada é um exercício de longe mais útil, em todos os sentidos, do que fazer uma redacção sobre o dia da mãe ou da árvore. Aquele implica: conceber um argumento, elaborá-lo, estruturá-lo e organizá-lo em vinhetas, inventar os diálogos, caracterizar física e psicologicamente as personagens, etc. Coisas que, por vezes, as crianças, por serem inteligentes, fazem sozinhas por diversão, quando possivelmente na escola têm negativa à sua língua materna.
in A Gramática da Fantasia, de Giovanni Rodari, pgs. 120-121 (edição: Faktoria de Livros, 2017)
Um filme a que ninguém vai dar dois tostões de dignidade é este: Captain Underpants: The First Epic Movie. Já estão os cinéfilos a torcer o nariz para o que vai ser debitado nas próximas linhas, mas como eu defendo que o Cinema não se faz só (felizmente!) das obras que constam dos cânones académicos, cá vai. 
Para quem não conhece, o super-herói que dá título ao filme é uma criação de duas crianças (George e Harold) …

À Beira do Abismo... e Diogo Ferreira & Rafael Fonseca!

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Neste 13.º programa da série há uma conversa entre dois jovens cinéfilos: Diogo Ferreira, que escreve coisas sobre o tema no Espalha-Factos, e Rafael Fonseca, que posta opinações na plataforma mubi e afins. Ambos já fizeram curtas metragens e têm coisas interessantes a dizer sobre filmes, a teoria dos autores e o Michael Bay. Já o inspector Sax começa a suspeitar do seu médico, que lhe receita umas férias prolongadas, contra a vontade do nosso herói! Podem ouvir tudo aqui em baixo ou no iTunes!

A Matéria dos Sonhos

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Do final de Perchance to Dream, o nono episódio da primeira temporada da Twilight Zone.